domingo, 15 de maio de 2016

Batman vs Superman – A Origem da Justiça



No começo dos anos 80 eu fui pela primeira vez ao cinema. Fui assistir a Superman II – A Aventura Continua. Até hoje é inesquecível para mim tamanho a emoção e comoção que gerou. Claro, eu tinha em torno de 8 anos, plenamente aceitável eu sair do cinema imitando o Super, correndo pelas calçadas com os braços estendidos como se fosse voar. Claro que voltei ao cinema e assisti ao primeiro, pois era normal o nosso cinema de cidade pequena reprisar filmes, em especial quando haviam continuações. Foi assim que assisti Star Wars – A New Hope, em reprise na semana de estreia do Retorno de Jedi.

Mas me atendo ao filme em questão, nada me tira da ideia de que ele só existe como um ato de desespero da DC para correr atrás do prejuízo e tentar alcançar e tentar roubar parte dos milhões que a Marvel está conquistando com seus filmes. Só isso explica a forma precipitada como seus maiores personagens foram jogados no filme.

Ele até começa bem, com o ponto de vista de Bruce Wayne a respeito da “batalha de Metrópolis” que havia sido mostrada em O Homem de Aço. A fotografia, em todo o filme até antes do ato final, é belíssima e é a melhor coisa do filme. Foi uma ótima ideia começar o filme com este ponto de vista, sem esquecer da rápida explicação da origem do Batman intercalada. Já que ele não teve origem nesta nova fase da DC, a solução encontrada foi satisfatória. Aqui o Ben Affleck começou a se destacar e mostrar que não se abateu com os comentários que pipocaram na internet quando foi escolhido para interpretar o personagem.

É de longe o melhor personagem do filme. Transita muito bem entre Bruce Wayne e Batman. É interpretado até meio psicótico, mas crível. Porém não me agradou “o” Batman escolhido para ser levado as telas. Ele claramente existe há vários anos e já possui o respeito, e até mesmo, o auxílio da polícia de Gotham. Mesmo assim ele é violento ao extremo, usa armas e mata bandidos. Pasmem. Não foi este Batman que eu admirei e li por toda minha adolescência. Eu li Batman e Superman pré-Crise, pós crise e boa parte dos anos 90 até os anos 2000. Após este período apenas leituras esporádicas. Ele se tornou isso atualmente??? Li muita pouca coisa dos falados Novos 52 e confesso que o que li é muito, mas muito inferior ao que possuo na memória, como Batman Ano Um, As dez noites da Besta, Acossado, O Cavaleiro das Trevas, O Homem de Aço (de John Byrne, não o filme mais ou menos), Lendas, Crise nas Infinitas Terras e tantas outras sagas.

Críticas aqui ao Batman que mata, que usa armas, que é forte demais, ao ponto de jogar bandidos, com apenas um dos braços, de um lado ao outro de uma sala, que atravessa pisos entre um andar e outro, que chega ao ponto de tomar tiro na nuca, a queima roupa, e nem sentir (não importa o nível de blindagem, isso é irreal demais). Ele não funciona como ícone. O Batman, o verdadeiro, é um atleta no auge de suas habilidades, exímio lutador e dono de inúmeros e caros brinquedos. Ele não tomou o “Soro do Supersoldado” e isso sempre foi o seu trunfo em relação à concorrência. Que aqui foi jogado fora.

Mesmo suas habilidades como o melhor detive do mundo foram menosprezadas, por um Alfred convincente, mas que rouba parte das habilidades de Bruce.


Henry Cavil funciona, melhor, já é o próprio Superman, mas sofre com um roteiro raso. As suas cenas como Clark Kent são as mais descartáveis do filme. Aquelas que se passam no Planeta Diário são de uma preguiça tremenda do roteiro e totalmente dispensáveis. Para mim, uma das piores escolhas do filme para ser mostrado na tela.

Gal Gadot é uma boa surpresa. Apesar de pouco tempo de tela, não compromete. É aceitável como Diana, ainda que que caia de paraquedas na história, mas que aceitamos por saber que ela terá seu filme solo para ser melhor explorada. Fez uma ótima Mulher Maravilha e seu filme promete ser interessante.

Me surpreendi com a Lois Lane. Bela, recatada e do Super. Funciona muito bem, é relevante para a história sem ser forçada.

O Coringa, ops, Lex Luthor, é o equívoco do filme. Acho que tentaram se distanciar dos outros “Lex” de filmes anteriores, mas pecaram demais. Se fosse para mostrar a origem de um Coringa, conforme comentou um amigo em um grupo no facebook, até funcionaria. Mas é um Lex sem charme e sem inteligência, que peca vergonhosamente no filme. Ele não possui motivação e cai em clichês de filmes antigos de monstros que são criados e não podem ser controlados. Vergonha.

O que nos leva ao clímax do filme, a batalha e ao ato final, aonde o filme se perde. A luta dos protagonistas é legal, empolga, mas é uma situação que foi feita a partir de um mal-entendido e falta de conversa, o que não ocorreria nas histórias da DC. Faltou motivação.

Mas o pior estava por vir, segundo um amigo, eles enfrentam no final uma Tartaruga Ninja vitaminada e isso não me saía da mente enquanto assistia. Essa sequência foi desnecessária no filme. Serviu para mostrar a Mulher Maravilha e só. Até o CGI que até então funcionava bem, ficou excessivo e falso. Inclua aí a resolução da criação da Liga através de um e-mail e câmeras de segurança e temos um filme que compete com o Lanterna Verde e Superman III e IV. Que desaba sobre seu próprio peso e importância para os planos da DC.
 
Você é uma Tartaruga ninja?
Um filme longo demais, aonde muitas partes deveriam ser cortadas, uma montagem equivocada, a transição entre as cenas e aspectos do filme muito mal elaboradas, que causam sono durante a primeira 1 hora, as lutas mal resolvidas e o último ato desnecessário fazem deste filme, na minha opinião, o Transformers dos filmes de Super-heróis. Muito barulho, cenas de lutas aonde muitas vezes não se consegue visualizar as batalhas, muito dinheiro gasto e arrecadado. Nem mesmo a trilha sonora consegue empolgar, sendo muito pesada e nada marcante. A parte dos sonhos é totalmente dispensável, foi algo como se a DC estivesse nos dizendo: Olha o que pretendemos fazer em um futuro próximo, legal né? Não contribuem em nada para a história do filme.

Uma nota 5,5 para o filme que esperei que fosse muito bom, mas que falhou na principal parte, capturar o público e os fãs. Se salva a redenção de Ben Affleck que dá a volta por cima no mundo dos supers, após sua queda em Demolidor, que é, vejam só, superior a este aqui como filme.

Release assistido: Batman.v.Superman-Dawn of Justice.2016.1080p.TC.X264.Masteredition.Hive-CM8



quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Quarteto (nem tão) Fantástico

Após mais de um ano, estou voltando. Não sei se para ficar ou apenas até a preguiça vencer. E como uma boa volta, que ela seja comentando um filme que assisti recentemente.

Quarteto Fantástico

Quatro adolescentes são conhecidos pela inteligência e pelas dificuldades de inserção social. Juntos, são enviados a uma missão perigosa em uma dimensão alternativa. Quando os planos falham, eles retornam à Terra com sérias alterações corporais. Munidos desses poderes especiais, eles se tornam o Senhor Fantástico (Miles Teller), a Mulher Invisível (Kate Mara), o Tocha Humana (Michael B. Jordan) e o Coisa (Jamie Bell). O grupo se une para proteger a humanidade do ataque do Doutor Destino (Toby Kebbell).

Assisti ontem ao famigerado filme novo do Quarteto Fantástico.
Deixando todos os pré-conceitos de lado, resolvi arriscar. O filme pode muito bem ser dividido em duas partes. Nos primeiros 45 minutos temos um filme de ficção muito bem desenvolvido, uma visão renovada da história inicial do Quarteto, não sei se é baseada na linha Ultimate, pois nunca li nada deles nesta linha. Estão lá todos os clichês possíveis deste tipo de filme. Ele é previsível e se desenvolve muito rápido, o que é normal para um filme de apenas 90 minutos. Apesar de clichê e previsível, o filme não é ruim. É uma abordagem inédita, até então, do Quarteto nas telas. Os efeitos até este momento são muito bons e não vi grandes problemas de roteiro, além da pressa. Sobre os atores não se pode julgá-los por um roteiro enxuto, porém não notei grandes problemas de atuação, embora sejam personagens rasos. Não me incomodei com um Tocha Humana negro. Acho inclusive que a Fox tinha grandes planos para a franquia, pois os atores são, aparentemente, muito mais jovens que os dos filmes anteriores.
Os problemas mais graves do filme começam a aparecer nos 45 minutos finais, casualmente após eles obterem os seus poderes. A partir daí o filme vira o samba do crioulo doido. Mal resolvido, acelerado, infantil e até os efeitos especiais que estavam bons deixam muito a desejar. Até o voo do Tocha Humana nos filmes anteriores e seus efeitos são muito melhores do que o mostrado neste filme. 
Eles escancaram a preguiça, ao incluir um salto temporal de 1 ano, a fim de justificar a adaptação aos poderes e tudo mais. O último ato não possui um clímax convincente e o final é totalmente sem qualquer sentido plausível.
Some a isso a falta de participação do Stan Lee (pelo menos eu não o identifiquei) e o filme despenca sobre o próprio peso, mesmo após um início promissor.
Se não era dotado de uma originalidade única, ele era diferente para um filme de super-heróis. Prometeu uma coisa durante a primeira parte e não entregou, pelo contrário, se perdeu totalmente pelo caminho e não foi sincero na segunda metade.


Agora, o release está com ótima imagem e som DTS, não que isso possa salvar o filme, mas dos males, o menor.

Nota 5

Release assistido: Fantastic.Four.2015.720p.BluRay.x264-GECKOS

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Para começar 2014 bem

Dezembro, final de ano, quem resiste a compras internacionais por preços excelentes?
Nem eu resisto, mas quando elas demoram a chegar dá aquela vontade de reclamar. Mas quem se submete a isso sabe que fica sujeito a prazos longos e até mesmo a possibilidade de ser taxado pela Receita Federal, tendo de pagar imposto de importação sobre o total da compra, produto e mais o frete, e ainda também fica sujeito ao ICMS.

Graças à Deus que não foi o meu caso, apenas demora por causa da demanda do final de ano e atraso normal dos correios. E aquilo que deveria chegar em Dezembro, chega quase no final de janeiro.


Da foto acima Man of Steel e Arrow são as benditas importações.

O novo filme do Homem de Aço não é o melhor do personagem. Na verdade não sei nem precisar se o considero superior ao filme anterior dirigido por Brian Singer em 2006. Mas como fã do personagem e de belas edições, não resisti a comprar esta versão dos EUA que além de possuir a capa muito melhor que a nacional, ainda vem com o filme em máxima qualidade, extras exclusivos que não saíram no Brasil e ainda traz de brinde uma cópia em DVD, não que eu vá assistir ele no lugar do Blu-ray. Tudo devidamente legendado em português do Brasil e até mesmo com dublagem nacional.

Acredito que uma nota 7 ao filme, que possui excepcional elenco e efeitos especiais primorosos esteja de bom tamanho.


Já a primeira temporada de Arrow estava na minha mira a tempos, porém somente agora esteve num preço bem mais em conta.
Eu ainda não havia concluído de assistir a esta temporada, mas pelos reviews que li na net e comentários de amigos elogiando muito a série, me defini a comprar e agora estou assistindo. Até o momento é muito bom mesmo.


E as compras nacionais resumiram-se as duas últimas temporadas de Fringe para completar a coleção, ainda em DVD, mas pelo preço (ambas por 29,90) não se pode exigir mais do que isso.

domingo, 22 de dezembro de 2013

E vem chegando o Natal

Pois é, Natal chegando, promoções pipocando para todo lado. E finalmente os preços dos filmes em Blu-Ray alcançaram o preço que se pagava por DVD's no passado.



Está certo que os lançamentos ainda estão muito caros, mas os títulos de catálogo já se encontram por cerca de R$ 19,90. Em algumas promoções até por menos.


Aqui as últimas aquisições:

A.I. Inteligência Artificial - A união de dois mestres. Spielberg e Kubric. Filme tocante que foi mal compreendido na época do lançamento. Gosto muito. Nota 8.

Prometheus - Já falei sobre ele em algum post anterior. Nota 7.

Eu sou o Número Quatro - Filme jovem, leve e bastante interessante. Muitos clichês para quem curte ficção há muitos anos, mas nem por isto menos interessante. Nota 7.

A Hora do Espanto - Refilmagem do clássico dos anos 80 para a nova geração. Interessante. Uma nota 6,5 está de bom tamanho.

Resident Evil 5 - Mais novo filme da franquia. Aproveitei pelo preço para fechar o pacote, ainda preciso assistir.

Os Croods - Animação da idade da pedra, mas simplesmente incrível. Quem tem filha adolescente com certeza gostará muito. Nota 8.

As Aventuras de Pi - Uma das sensações do Oscar do ano passado com direito a inúmeras interpretações e reflexões sobre muitos assuntos. Bom filme e com ótima parte técnica. Uma nota 7.

Como se Fosse a Primeira Vez - Não sou fã de comédia, mas esta é uma das que eu assisti e gostei muito. Mesmo sendo com Adam Sandler, neste filme ele está devidamente comedido e agrada bastante. Drew Barrymore também está muito bem. Nota 7.

A Máscara do Zorro - Banderas, Zeta Jones e Antony Hopkins ficaram imortalizados neste filme. Atuações brilhantes e uma ótima atualização da lenda. Nota 8.

Além da Escuridão - O novo filme de Star Trek. A afirmação de JJ Abrams na franquia, um aquecimento para a nova trilogia de Star Wars. Nota 8.

Jurassic Park e O Mundo Perdido - Sem necessidade de comentar, obras primas de Spielberg. Notas 9 e 8 respectivamente.

John Carter - Já falei sobre ele, adaptação de A princesa de Marte, porém feito pela Disney tem muito mais pudor e diversão. Agrada bastante, apesar de fracasso d bilheteria. Nota 6,5.

Duro de Matar 5 - John Maclane está de volta, agora na Rússia. Aventura com muitos exageros. Nota 6.


domingo, 24 de novembro de 2013

Antecipando o Natal

O Natal ainda demora um pouco, mas as promoções nacionais já começaram. Até mesmo a versão nacional da Black Friday (ou tudo pela metade do dobro! kkk) e eu não consigo resistir muito.

Abaixo as últimas compras.



Todos já vistos, mas agora em BD's originais com o máximo de qualidade possível.

Destaque para o fantástico e tocante Intocáveis, filme francês baseado em uma história real. Achei o filme ótimo e muito bem desenvolvido, com excelente escolha de atores, ambos atores principais muito a vontade nos papéis dão um show. Recomendadíssimo. Nota 9!

Closer sem dúvida é um clássico moderno que nunca canso de assistir.

Os ótimos Blade, Hellboy e Poder sem limites com temática de HQ's, dos quais gostei de todos.


O novo 007, talvez o melhor de toda a série.

O contestado Prometheus, do qual eu gostei. Poderia ser ainda melhor, mas acabei gostando.

E os que dispensam comentários: Titanic, Django Livre, Coração Valente e O Colecionador de Ossos.
Agora é arrumar local para guardar tudo isso.


E para retomar antigos hábitos, nada como uma HQ dos X-Men em formato de luxo. Muito boa mesmo.


Do grande Joss "Avengers" Whedon, com ótimos desenhos do Cassaday. Ainda por cima trazendo o retorno do meu personagem favorito dos X-Men. Colossus.

Não demorou nada para ser lida. Esperando por novos títulos agora...



domingo, 20 de outubro de 2013

Alegrias do mês

Agora, a postagem com as últimas compras recebidas.

Já está faltando espaço para guardá-los...


A caixa metálica com a mini-série The Pacific é irmã de uma outra, que também está na coleção, a da mini-série Band of Brothers. Ambas se complementam.
Particularmente eu acho a primeira a ser produzida, Band of Brothers, superior e de melhor qualidade, porém esta nova é quase tão boa quanto. A diferença se deve ao fato de que quando a primeira surgiu, não se tinha expectativa sobre ela, que chegou e surpreendeu a todos. Quando The Pacific foi produzida ela teve a comparação com a primeira, o que é uma injustiça.
Pode ser considerada um complemento à primeira e não uma continuação, pois apresenta a guerra nos mesmos períodos, porém mostra as batalhas travadas no Oceano Pacífico.

Super 8 e Lanterna Verde (o qual por si só eu não compraria) foram frutos de uma troca por BD's repetidos que eu tinha. O primeiro eu acho incrível, o segundo acho bem inferior, mas por ser oriundo de quadrinhos, ganhará um espaço no meu rack.

A primeira e segunda temporadas de The Walking Dead são frutos do aniversário do Submarino. Quando foram lançadas tiveram preços absurdos para a quantidade de discos da coleção, com valor acima de R$ 100,00. Mas quando foram anunciados por R$ 38,00 não resisti. Gosto muito da série.

E os importados Hulk, Proposta Indecente e A Garota da Capa Vermelha são frutos de promoções da Animazon, que os vendeu por R$ 9,90. Não tive como segurar. Dentre as opções disponíveis, foram estes que mais me chamaram a atenção. Apesar das críticas eu sempre gostei do Hulk do Ang Lee. Já o Proposta Indecente é um clássico dos anos 90 que sempre gostei.


Empilhar não é a melhor opção

domingo, 13 de outubro de 2013

Novo Upgrade - Yamaha YST-RSW300

E finalmente chegou o meu novo upgrade ao Home Theater, um Subwoofer Ativo Yamaha YST-RSW300. Um complemento e tanto ao set de equipamentos que já possuía.



YST-RSW300

Quando comprei meu primeiro HT, o velho guerreiro Samsung HT-Z220, ele era limitado, mas honesto. Para o preço que competia ele era extremamente bem avaliado, com um bom set de caixas e um subwoofer passivo que entrega um bom peso, guardadas as devidas proporções, em graves.

Quando migrei para o HW-D650s acabei por ganhar no kit um excelente Receiver com decodificação de som HD, inúmeras entradas adicionais e regulagens, porém as caixas que acompanhavam o conjunto eram bastante modestas, sendo o subwoofer o item mais fraco. Com o tempo adquiri um kit de caixas frontais da Yamaha, o NS-P60, que deu um ganho fantástico de som ao kit. Foi uma mudança da água para o vinho.

Mas em filmes de ação e em shows musicais ainda sentia a falta de um peso nos graves. Sinceramente o sub passivo que veio com o novo kit era inferior ao primeiro que eu possuía e isso me deixava frustrado, querendo um algo mais no som.

Pois após um tempo finalmente consegui adquirir o Subwoofer que comento a partir daqui.


De tanto ler e pesquisar na internet e conversar com amigos distantes pela internet cheguei ao consenso de que salas pequenas como a minha, de cerca de 15m2, um subwoofer é essencial. O motivo é que caixas compactas (de até 80cm de altura) dificilmente conseguem cobrir toda a gama de frequências. E neste caso, cabe ao subwoofer “aliviar” o trabalho do conjunto, tendo como tarefa a reprodução dos sons graves.

Mais do que isso, devido ao sub anterior ser passivo, ou sem amplificação própria, ele recebia sua potência do receiver. Agora com um sub ativo, com amplificação própria, o receiver pode dispender toda sua potência unicamente para as caixas. Apenas isso já resultaria em um ganho em potência que justificaria o investimento, mas o desempenho do sub é algo que não tem como descrever apenas com palavras. É essencial experimentar para poder sentir.
 
Comparação da "caixinha" com um sofá de 3 lugares e uma revista
Indispensável em qualquer configuração de home theater, o subwoofer é verdadeiramente o principal astro dos filmes de ação. Isso porque cabe a essa caixa, geralmente representada pelo número 1 nas configurações de entretenimento doméstico (5.1, 6.1, 7.1 canais), a reprodução exclusiva das baixas frequências, ou os graves, presente nos efeitos especiais dos filmes. Em musicais, a escolha adequada garante maior harmonia e uma melhor interação de todo o conjunto, principalmente se as demais caixas forem compactas, oferecendo uma reprodução agradável e completa das diferentes faixas de frequência.


Por tudo isso, escolher bem essa caixa acústica é imprescindível na hora de montar seu home theater. Em geral, os projetistas já oferecem o modelo mais apropriado para cada sistema, analisando não apenas o fabricante, mas também o tamanho do ambiente e as características acústicas do local. Há ainda os kits criados pelos próprios fabricantes para uma reprodução sonora mais equilibrada. No entanto, há quem prefira escolher a dedo todos os itens e, nesse caso, conhecer melhor as características mais importantes deste canal é fundamental.

A vantagem é que esta é a única caixa que não precisa ser da mesma marca das demais. A preocupação de manutenção de timbre, por exemplo, não se aplica aos graves, já que não há diferenças que possam ser notadas na área em que eles atuam. O que deve influenciar na decisão é o chamado “peso” durante as reproduções.

Quanto mais profundos e contínuos forem os graves, melhor será o desempenho para filmes. Já se a sua preferência for por música, batidas mais secas (ou curtas) são mais apropriadas. Claro que a maioria dos modelos atende bem aos dois casos, mas o maior aliado do consumidor ainda é a percepção sonora. Visitar uma loja, escutar trechos de filmes e shows preferidos em diferentes configurações é fundamental antes de escolher o que mais agrada.

No meu caso, para boa regulagem, configurei no setup do receiver as caixas frontais como SMALL, pois anteriormente eu as havia alterado para LARGE, justamente para terem um desempenho melhor com o antigo sub passivo. E posicionei a frequência de corte no ajuste do crossover em 150Hz.
 
Conexões traseiras
Ao liga-lo a satisfação plena. O peso agora existe e na verdade não posso aumentar muito o volume do sub, pois ele é de uma classe superior ao das minhas caixas. É um subwoofer para toda a vida, com 270 Watts RMS de potência frequente e com picos de 500 Watts RMS. Se eu abusar do volume dele, ele facilmente acabará por “engolir” as demais caixas deixando o kit todo fora de harmonia.

Fiquei realmente plenamente satisfeito com ele. Agora as explosões são ainda mais reais. As vibrações em certos filmes fazem a sala toda tremer, chegando a causar medo aos desavisados. Era esta experiência que eu procurava.

E os primeiros testes foram selecionados a dedo:

Os primeiros 30 minutos do filme O Resgate do Soldado Ryan em Blu-Ray com o áudio DTS HD-MA. Simplesmente fantástico. Parece que desembarcamos na Normandia juntamente com os aliados no Dia D tal o envolvimento e peso do som. As explosões de morteiros são tão reais que nos fazem até nos proteger dos disparos.

Um episódio da série Under the Dome em 720p com som 5.1. Apesar de não ser uma série de ação com perseguições e tiros, percebe-se a ação dos graves nos pequenos detalhes, como quando alguém se aproxima da redoma e sentimos a vibração que ela causa.

The Vampire Diaries S05E02 em 720p com som 5.1 que possui temas musicais pesados em uma festa de calouros na faculdade que nos colocam no ritmo da festa. Fora a trilha instrumental incidente que usa bons graves.

O Blu-ray Roupa Nova 30 anos com som DTS HD também possui uma ótima mixagem e podemos acompanhar todas as batidas da bateria do Serginho Herval. Realmente muito bem mixado. O que já era bom antes, agora ficou ainda melhor.

Alien (1979) - o barulho da Nostromo pousando no planeta é assustador, parece que tem uma nave descendo realmente no meio da sala. THX faz diferença.


Aliens (1986) - são barulhos mais localizados, com vários sustos e a trilha sonora, o som das armas é bem abafado, não tem tanta graça, mas tem uma cena de explosão de nave na superfície do planeta que é incrível, tem um pedaço de metal que cai no chão e é incrível, parece que realmente caiu na sala. THX novamente.


Star Wars V - The Empire Strikes Back - o som é MUIIIITO alto, o volume é muito mais alto que dos outros filmes nesse episódio V, de longe, o melhor filme em tudo em relação aos outros. A batalha de Hoth é incrível, assim como barulho das naves imperiais, treme tudo.

Enfim, o complemento que faltava ao meu sistema. Agora é curtir o máximo de filmes e séries com ele, pois não se discute a qualidade do mesmo. É até covardia comparar a qualidade e peso que ele dá aos filmes com qualquer um dos dois subwoofers que tive anteriormente. Os anteriores, da Samsung, vieram junto nos kits que comprei e além de serem passivos, roubando potência do receiver, pesavam em torno de 3 a 4 quilos. Este é ativo, dedicado e pesa nada menos do que 20 quilos de pura qualidade e potência.
 
Comparar é covardia, seja em tamanho, peso ou qualidade

Fica o convite aos amigos para virem sentir a diferença. Ainda não está plenamente regulado, mas já permite sair arrepiado após uma sessão de filmes.