domingo, 24 de fevereiro de 2013

Apostas para o Oscar desta noite


Listo abaixo, baseado em filmes que vi ou comentários sobre aqueles que ainda não assisti de como poderá ser a lista com os principais vencedores da noite.

O cartaz do ano anterior era muito melhor

Ano passado acertei metade dos chutes, este ano, quem sabe acerte mais.

Não vi todos os filmes que concorrem em alguma categoria ainda, mas tendo visto, Django Livre, Argo, As Aventuras de Pi (título mal traduzido que ficaria muito melhor em uma tradução literal, que seria A vida de Pi), Skyfall, Ana Karenina e o chatíssimo Lincoln, acho que posso dar bons palpites.

Devido ainda não haver um release em alta definição me recusei a assistir O Hobiit com qualidade baixa, mas novamente a academia se restringe a indicá-lo apenas nas categorias técnicas, provavelmente esperando pela conclusão da trilogia para indicar o terceiro filme.

Será que estou bem de chute?


FILME: Argo

DIRETOR: Michael Haneke (Amor) - Injusta a não indicação de Ben Afleck por Argo.

ATOR: Daniel Day-Lewis (Lincoln) - O filme é chato, mas a interpretação dele...

ATRIZ: Emanuelle Riva (Amor)

ATOR COADJUVANTE: Robert De Niro (O lado bom da vida)

ATRIZ COADJUVANTE: Anne Hathaway (Os Miseráveis)

ROTEIRO ADAPTADO: Argo

ROTEIRO ORIGINAL: Django Livre

ANIMAÇÃO: Valente

FILME ESTRANGEIRO: Amor

FOTOGRAFIA: As Aventuras de Pi - Fotografia primorosa, deve ganhar na certa

DIREÇÃO DE ARTE: Anna Karenina

FIGURINO: Anna Karenina

MONTAGEM: Argo

MAQUIAGEM: Os Miseráveis

TRILHA SONORA ORIGINAL: As Aventuras de Pi

CANÇÃO ORIGINAL: “Skyfall” - Adele valoriza demais a música

MONTAGEM DE SOM: As Aventuras de Pi

MIXAGEM DE SOM: Os Miseráveis

EFEITOS VISUAIS: As Aventuras de Pi (Gostaria de ver Os Vingadores ganharem, mas não acho que a Academia deixe de premiar esta aposta em Pi e os heróis da Marvel devem ficar apenas com a participação especial que está programada para ocorrer no palco).

Gostaria que este ganhasse, mas acho difícil...

Framboesas


Todos falam e conhecem ou comentam sobre o Oscar. O prêmio máximo da Academia em Holywood. Porém esquecem-se, ou sequer conhecem o prêmio Franboesas de Ouro. 

Ele ocorre sempre na véspera do Oscar, de sábado para domingo e destaca sempre os piores filmes, atores, atrizes e demais categorias do ano. Sempre com apoio do público via internet.

Veja como foi a premiação na noite de ontem...

Campeão de indicações do Framboesa de Ouro, modalidade anti-Oscar para os piores filmes de 2012 nos EUA, "Amanhecer - Parte 2" levou sete estatuetas de 11 possibilidades. A última parte da saga Crepúsculo, que teve mais de uma indicação em algumas categorias, foi eleita o pior filme do ano passado e ainda "conquistou" os prêmios de pior atriz  (Kristen Stewart), pior ator coadjuvante (Taylor Lautner), pior casal das telas (Lautner e Mackenzie Foy) e pior elenco. O anúncio foi feito na noite de sábado para domingo.
A escolha dos premiados é feita por meio dos votos de internautas que são membros da "Academia Framboesa de Ouro" e o grande vencedor recebe o troféu de plástico dourado.

"Amanhecer - Parte 2" ainda valeu a Bill Condon o título de pior diretor do ano e ao filme em si os de pior sequência e filme mais "framboesado". Ainda assim, não conseguiu a proeza de "Jack and Jill", de Adam Sandler, que no ano passado foi o eleito em dez categorias.

Mesmo assim, Sandler não foi esquecido. O comediante levou o título de pior ator pela segunda vez consecutiva por "Este é o Meu Garoto" e ficou com o troféu de pior roteiro pelo mesmo filme. Rihanna, como era previsto, foi eleita a pior atriz coadjuvante por lavada pela sua estreia como atriz em "Battleship".

Por duas vezes a prêmiação ficou marcada pela presença de dois vencedores; Em 1996, quando Paul Verhoven, discursou e recebeu pessoalmente os prêmios de "Showgirls", e em 2010 Sandra Bullock por "Maluca Paixão". No mesmo ano, a atriz ganhou o Oscar por sua personagem em "Um Sonho Possível".

Veja a lista dos eleitos com os vencedores em negrito:
O Pior, com louvor...

PIOR FILME
"A Saga Crepúsculo: Amanhecer - Parte 2"
"The Oogieloves in the Big Balloon Adventure"
"Este é o Meu Garoto"
"As Mil Palavras"
"Battleship - A Batalha dos Mares"

PIOR ATOR
Robert Pattinson - "A Saga Crepúsculo: Amanhecer - Parte 2"
Tyler Perry - "A Sombra do Inimigo", "Good Deeds"
Eddie Murphy - "As Mil Palavras"
Adam Sandler - "Este é o Meu Garoto" (VENCEDOR)
Nicolas Cage - "Motoqueiro Fantasma: Espírito de Vingança"

PIOR ATRIZ
Katherine Heigl - "Como Agarrar Meu Ex-Namorado"
Kristen Stewart - "A Saga Crepúsculo: Amanhecer - Parte 2", "Branca de Neve e o Caçador"  (VENCEDOR)
Tyler Perry - "Madea's Witness Protection"
Milla Jovovich - "Resident Evil 5: Retribuição"
Barbra Streisand - "The Guilt Trip"

PIOR ATOR COADJUVANTE
Liam Neeson - "Fúria de Titãs 2", "Battleship - A Batalha dos Mares"
Nick Swardson - "Este é o Meu Garoto"
Taylor Lautner - "A Saga Crepúsculo: Amanhecer -Parte 2" (VENCEDOR)
David Hasselhoff - "Piranha 2"

PIOR ATRIZ COADJUVANTE
Rihanna - "Battleship - A Batalha dos Mares"  (VENCEDOR)
Jennifer Lopez - "O Que Esperar Quando Você Está Esperando"
Brooklyn Decker - "O Que Esperar Quando Você EstáEsperando", "Battleship - A Batalha dos Mares"
Ashley Greene - "A Saga Crepúsculo: Amanhecer - Parte 2"
Jessica Biel - "Playing for Keeps", "O Vingador do Futuro"

PIOR DIRETOR
Bill Condon - "A Saga Crepúsculo: Amanhecer - Parte 2" (VENCEDOR)
Peter Berg - "Battleship - A Batalha dos Mares"
John Putch - "Atlas Shrugged II: The Strike"
Tyler Perry - "Good Deeds", "Madea's WitnessProtection"
Sean Anders - "Este é o Meu Garoto"

PIOR ROTEIRO
"Atlas Shrugged II: The Strike"
"A Saga Crepúsculo: Amanhecer - Parte 2"
"As Mil Palavras"
"Este é o Meu Garoto" (VENCEDOR)
"Battleship - A Batalha dos Mares"

PIOR ELENCO
"The Oogieloves in the Big Balloon Adventure"
"Madea's Witness Protection"
"Battleship - A Batalha dos Mares"
"Este é o Meu Garoto"
"A Saga Crepúsculo: Amanhecer - Parte 2, O Final" (VENCEDOR)

PIOR DUPLA
"Os Três Patetas" - Mike 'The Situation' Sorrentino, Jenni 'Jwoww' Farley, Sammi 'Sweetheart' Giancola,Nicole 'Snooki' Polizzi, Ronnie Ortiz-Magro
"Este é o Meu Garoto" - Adam Sandler, Andy Samberg, Susan Sarandon, Leighton Meester
"A Saga Crepúsculo: Amanhecer - Parte 2" - Kristen Stewart, Robert Pattinson
"A Saga Crepúsculo: Amanhecer - Parte 2" - Taylor Lautner, Mackenzie Foy (VENCEDOR)
"Madea's Witness Protection" - Tyler Perry

PIOR CONTINUAÇÃO, REMAKE OU PLÁGIO DESCARADO
"Motoqueiro Fantasma: Espírito de Vingança"
"Madea's Witness Protection"
"Piranha 2"
"A Saga Crepúsculo: Amanhecer - Parte 2" (VENCEDOR)
"Amanhecer Violento"

Fonte: UOL

Resumindo em poucas palavras: Fujam dos filmes acima. Em especial dos vencedores. Ou você também quer receber um destes prêmios? hehehe

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Tentando organizar...

Bem, último dia de férias, é hora de tentar organizar um pouco as coisas aqui no meu espaço. Vida de colecionador é dura. O espaço nunca é suficiente, o que mais pesa além do espaço é o bolso que também sempre poderia ser maior. rsrs

Abaixo algumas fotos dos títulos (clique para ampliar):

Visão geral somente dos Blu-Ray's

Um pouco mais de perto para apreciar alguns títulos...

A outra ponta da pilha...

Importados e nacionais...

Cult's e grandes filmes...

Apenas os boxes de coleções já somam 14 títulos
Stellbook e Blu-ray Books...

Os DVD's já nem organizo mais, afinal, parei de compra-los, a menos que saia alguma edição que não seja lançada em BD. Como o DVD 20 anos Aline Barros e as 8 primeiras temporadas de Smallville. Como não organizo mais DVD's e troquei ou vendi alguns que já havia adquirido em Blu-ray, acredito que a contagem deles fique perto de 300 títulos.

Dos Blu-Ray's, ficam assim:

107 títulos individuais ou avulsos;
014 Box de séries ou coleções de filmes
001 Gift Set especial, Watchmen - Director's Cut (W / Niteowl Ship)

A propósito, o gift set ainda pode ser encontrado nos links abaixo, caso alguém se interesse:

http://www.livrariacultura.com.br/scripts/resenha/resenha.asp?nitem=2845284

http://produto.mercadolivre.com.br/MLB-460249254-watchmen-directors-cut-nite-owl-ship-blu-ray-_JM



terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Django Livre


O que você faria se trabalhasse em uma locadora de filmes? Apenas atenderia os clientes? Quem sabe levaria algum filme para casa ao final do expediente? Deixaria a vida passar normalmente? Pois Quentin Tarantino não foi assim. A história é conhecida, do rapaz que trabalhava em uma vídeo-locadora e surgiu para o cinema ao apresentar e conseguir vender roteiros originais. Daí para dirigir seu primeiro filme, foi um pulo.

E que gratidão o cinema deve ter para com ele. Desde Cães de Aluguel, seu primeiro filme como diretor, a indústria passa a esperar pelo seu próximo projeto. Se não alcança altas cifras em bilheterias, pelo menos consegue movimentar toda a indústria, seja em críticas positivas e negativas, mas com certeza a toda uma legião de fãs. Agora, seu mais novo filme estreou no Brasil.

Sinopse:
Django (Jamie Foxx) é um escravo liberto cujo passado brutal com seus antigos proprietários leva-o ao encontro do caçador de recompensas alemão Dr. King Schultz (Christoph Waltz). Schultz está em busca dos irmãos assassinos Brittle, e somente Django pode levá-lo a eles. O pouco ortodoxo Schultz compra Django com a promessa de libertá-lo quando tiver capturado os irmãos Brittle, vivos ou mortos.

Ao realizar seu plano, Schultz libera Django, embora os dois homens decidam continuar juntos. Desta vez, Schultz busca os criminosos mais perigosos do sul dos Estados Unidos com a ajuda de Django. Dotado de um notável talento de caçador, Django tem como objetivo principal encontrar e resgatar Broomhilda (Kerry Washington), sua esposa, que ele não vê desde que ela foi adquirida por outros proprietários, há muitos anos.

A busca de Django e Schultz leva-os a Calvin Candie (Leonardo DiCaprio), o dono de "Candyland", uma plantação famosa pelo treinador Ace Woody, que treina os escravos locais para a luta. Ao explorarem o local com identidades falsas, Django e Schultz chamam a atenção de Stephen (Samuel L. Jackson), o escravo de confiança de Candie. Os movimentos dos dois começam a ser traçados, e logo uma perigosa organização fecha o cerco em torno de ambos. Para Django e Schultz conseguirem escapar com Broomhilda, eles terão que escolher entre independência e solidariedade, sacrifício e sobrevivência.

A trama, como pode ser vista na sinopse é simplista. É uma homenagem aos Western Spaghetti dos anos 60, mas com a pitada “tarantiniana” que nos faz amar ou odiar o filme. Como todos os demais. Esqueça alguns absurdos difíceis de acreditar, como um alemão ser caçador de recompensas em pleno oeste americano, ou mesmo o fato de o mesmo se aliar a um escravo. Esqueça as críticas que o consideram racista. Eu o considero seu filme mais “romântico” se é que posso dizer isso, pois todas as ações de nosso personagem principal são motivadas pelo amor. Isso é um fato novo nos filmes de Tarantino.

O filme, como já disse acima, é simples de ser entendido, mas desenvolvido com uma maestria que nos deixa grudados na cadeira. Muito se comenta e se critica do excesso de duração do mesmo, mas eu o defendo. Pois de outra forma, não haveria como apreciar os diálogos ácidos e perfeitamente escritos pelo diretor e roteirista. Afinal 2 horas e 45 minutos passam depressa. Ainda mais diante de um espetáculo como este.
Participações mais que especiais, como sempre

Espetáculo magistralmente conduzido pelo ator Christoph Waltz, que já mereceu elogios no filme anterior (Bastardos Inglorious), mas que aqui está perfeito. Mostra toda sua habilidade e transfere credibilidade ao seu personagem. Ser brindado com sua interpretação é apenas mais um dos prêmios que ganhamos ao assistir tal filme. Ele está tão bem e tão a vontade em seu personagem que o protagonista, Jamie Foxx, é ofuscado na tela e passa a ser apenas um complemento.

Leonardo DiCaprio  prova, mais uma vez, que também é um grande ator. Se alguém ainda guarda alguma birra com ele por causa de Titanic, já passou a hora de superar isso. Aqui ele está em estado de graça e sua contribuição no segundo, e mais lento, ato do filme nos permite saborear cada cena e nos faz deixar de reclamar da duração do filme.

Falar demais sobre o filme estraga a experiência de assistir. Se você, assim como eu, gosta do estilo de Quentin Tarantino ou de algum de seus filmes anteriores (Cães de Aluguel, Pulp Ficition, Jack Brown, Kill Bill 1 e 2, Bastardos Inglórious) não perca este. Exagerado como sempre, situações por vezes absurdas, violento, diálogos memoráveis e claro, inesquecível.

Django merece uma nota 9.

Release baixado: Django.Unchained.2013.DVDSCREENER.AC3.5.1.XviD-DEYA

O Voo


Na manhã deste domingo resolvi assistir a este filme que recebeu a indicação ao Oscar de melhor ator para o veterano (e ainda em forma) Denzel Washington. Será que a interpretação dele é tudo isso mesmo?

Sinopse:
 'O Voo' acompanha Whip Whitaker (Washington), um alcólatra que se torna um herói norte-americano quando consegue pousar uma aeronave comercial após uma pane no sistema. O problema é que ele estava sobre a influência de drogas e álcool no momento, e não aceita seu novo rótulo de salvador da pátria.

Realmente uma interpretação soberba. Este mesmo filme caso tivesse um ator de menor porte como protagonista sucumbiria sob seu próprio roteiro. A historia é densa, muito bem elaborada, mas pende ao drama na maior parte do tempo. Então nestes momento ela carece de um ator que consiga prender a atenção do público com uma interpretação verdadeira que possa criar a empatia que necessitamos para continuar assistindo.

A verdade é que Denzel Washington não nos deixa levantar da cadeira. Nos faz permanecer fiéis a seu personagem mesmo quando ele desmorona em cena. Uma interpretação que realmente mereceu a indicação de melhor ator.

Não sei se ele vencerá e levará a estatueta, pois não assisti a todos os demais filmes indicados, mas a tendência é que Daniel Day Lewis como o Presidente Abraham Lincoln no filme de Steven Spielberg seja o vencedor, pelo menos é o que tem se saído vencedor nas demais premiação que estão rolando por aí.

Quanto ao filme o Voo, posso dizer que é extremamente bem feito. Pé no chão. Com um ótimo roteiro e com um elenco incrível. Todos os personagens estão muito bem, mesmo o veterano Don Cheadle é um contraponto perfeito ao nosso ator principal. Um destaque para a desconhecida atriz britânica Kelly Reilly que faz uma ótima participação.

Os efeitos especiais da queda do avião e a tensão nos momentos fatídicos do voo são perfeitamente transmitidos ao espectador. Acredito que quem tiver intimidade com os termos de pilotagem ou com os comandos e equipamentos mostrados se sentirá em casa. Não há o que questionar no campo da aviação.

O grande centro das atenções do filme fica por conta das indagações e dúvidas sobre a vida que o personagem principal leva. Seus conflitos afloram após o acidente aéreo. Whip sabe que a vida que leva é errada e que pode colocar muitos em risco. A grande questão é: será que ele quer mudar? Há a tentativa óbvia de abandonar esse passado cheio de álcool e drogas, mas algumas situações o levam ao caos emocional o que gera mais consequências. Uma jornada melancólica e dramática que fará com que o público escolha seu lado, sem jamais deixar de se preocupar com o destino de nosso personagem.

Vale lembrar que o filme só estreará nos cinemas brasileiros em 8 de fevereiro, porém quem quiser conferir antes disso, saiba que o filme já está disponível em DVD e Blu-ray nos EUA, e claro, na internet em releases em alta definição com ótima qualidade de imagem e som.

Se a interpretação do ator e a qualidade do filme não forem atrativos suficientes, saiba que o filme nada mais é do que o retorno do diretor Robert Zemeckis aos filmes live-action, que desde o filme Náufrago só havia dirigido animações.

Nota 8,5 (mais uma vez a nota perseguidora).

Release baixado: O.Voo.2013.720p.BluRay.x264-SPARKS.DUAL-GUR

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Vamos voar?

Hoje fuçando na internet encontrei um vídeo e não é novo, já está no Youtube desde Novembro de 2012, mas eu só o conheci agora. Achei incrível e merece ser compartilhado. Veja a descrição abaixo de divulgação do mesmo:

Prepare-se, porque após assistir o vídeo no fim deste post, é bem provável que você comece a sentir uma vontade incontrolável de viajar para a Nova Zelândia. E essa vontade não vai ser apenas, porque a Saga Senhor dos Anéis e O Hobbit foram filmadas lá e você poderá contemplar todos os cenários reais do filme, não, não será só por isso.

A partir de hoje, a sua vontade de viajar para a “Terra Média” vai aumentar só pelo prazer que você vai ter de sentar na poltrona do avião e assistir o vídeo com as instruções de segurança durante o voo antes de decolar.

Antes que você me chame de maluco, por achar que você vai adorar passar 5 minutos da sua vida vendo um vídeo de como se comportar em caso de despressurização da cabine, deixe eu só te falar uma coisa:

O vídeo de segurança a seguir foi produzido pela Weta Workshop, aquela mesma responsável por toda a magia de O Hobbit e Senhor dos Anéis. Ah, já falei que o Peter Jackson aparece também? E que esse vídeo de segurança foi feito pensando nos fãs de Tolkien, que vão viajar para Nova Zelândia especialmente para conhecer o lugar onde a Saga foi filmada?




Nota 10!

domingo, 27 de janeiro de 2013

Dreed


Nesta manhã de sábado, nada melhor do que um bom filme, da longa lista que tenho ainda por assistir. Hoje, com o pessoal ainda dormindo, escolhi um que provavelmente agradaria somente a mim, já que não é um filme para todos os públicos, principalmente a mulheres que não gostem de violência. O que é um dos destaques deste filme.

Sinopse:
O juiz Dredd (Karl Urban) vive na megalópole Mega City Um, um oásis de civilização na Terra Maldita, cerca de 120 anos no futuro. Bastante temido pelos infratores da lei, ele acumula os cargos de polícia, de juiz e ainda tem o poder de executar suas sentenças. Um dia, ele é encarregado de treinar uma candidata a juíza com poderes mediúnicos (Olivia Thirlby), e neste primeiro dia de teste os dois enfrentam a maior e mais perigosa traficante de drogas do local (Lena Headey).

Em 1995 foi lançado um filme chamado O Juiz, interpretado por Sylvester Stallone foi a primeira incursão do personagem Dreed nos cinemas. O filme não chegava a ser de todo ruim, chegava a divertir, mas fugiu totalmente do espírito do personagem dos quadrinhos.

O Juiz Dredd é um personagem clássico dos quadrinhos, criado por John Wagner (roteiro) e Carlos Ezquerra (desenhos), em 1977, para inserção no segundo número da famosa revista britânica 2000 AD que é publicada até hoje. O personagem – que é americano e vive em um futuro distópico em que a Terra foi destruída e somente algumas enormes e superpopulosas cidades existem – é antipático, extremamente violento, nunca tira seu capacete e fala em monossílabos.

Sua crítica social e o humor bem britânico sempre caracterizaram as histórias de Dredd, além do mais absurdo – e divertido – grau de violência imaginável. Como o Juiz Dredd nada mais é do que um truculento policial que tem os poderes de juiz, júri e executor, o espaço para narrativas que acabam em sangue é enorme.

Aqui, temos uma adaptação corajosa e que em nada lembra ao filme anterior, que (graças à Deus) foi totalmente ignorado. Uma adaptação bastante fiel e que mesmo obtendo uma censura de alta (18 anos) devido à violência e as cenas com sangue, não recuou diante da possibilidade de limitar o público e ter menos bilheteria. O que acaba contribuindo com o filme que se sai muito bem.

Preciso confessar que o filme em diversas cenas e situações me lembrou de outras produções mais antigas e igualmente bem sucedida perante os cinéfilos, mas que não foram bem de bilheteria, algumas alcançando o status de cult, como Blade Runner tendo como base a ambientação, cenários e o tom sufocante e Warrior’s - Os Selvagens da Noite, pelo tom de perseguição claustrofóbico dentro do enorme complexo. Estes dois filmes estiveram na maior parte do tempo em minha mente ao assistir Dreed.

Citar estes dois grandes filmes ao invés de parecer perigosa a comparação, apenas enaltece o filme, pois se minha mente pode compará-los sem depreciar, é sinal de que o filme se sai muito bem. Na verdade o filme me surpreendeu. Nunca fui leitor das HQ’s de Dreed, mas já li a seu respeito, fiz a lição de casa e tenho uma boa ideia de suas aventuras. Acredito que o diretor Pete Travis conseguiu capturar a narrativa principal da HQ. Após uma rápida introdução inicial para situar o espectador, o filme não perde tempo em rodeios e entrega uma aventura sangrenta e bastante real na trama. Nada de apelações baratas, mas um desenvolvimento bem feito com personagens que se apresentam como comuns e que vão crescendo no decorrer da trama.

A novata Juíza Anderson é o melhor exemplo. Jogada em uma situação de desespero a atriz faz sua personagem ir crescendo, superando obstáculos e ao final do filme temos uma pessoa totalmente diversa daquela que começou a jornada. Fato que o próprio protagonista parece aprovar ao final em seu julgamento. E o público deve reconhecer que ao vê-la na sua primeira cena, chegamos a pensar que ela será uma das primeiras baixas na aventura, porém ser surpreendido é ótimo.

Destaque também para a vilã Ma-Ma (Lena Headey) que se apresenta o filme inteiro com um ar de desinteresse total e uma falta de expressão que ao invés de prejudica-la, acaba por torna-la a cada cena mais temida e assustadora. Ela já interpretou uma personagem durona na série de TV As Crônicas de Sara Connor, mas aqui ela se supera sem fazer força.

A mídia em geral tenta conectar o filme ao saudoso Robocop de 1987 (que curiosamente também está em processo de reboot nas mãos do diretor brasileiro José Padilha) devido a certas coincidências, as quais dizem ser devido ao clássico filme ter sido baseado nos quadrinhos de Dreed. As comparações estão realmente na tela e fazem todo o sentido, porém para mim apesar das semelhanças, considero o Dreed de hoje superior ao Robocop de ontem. E torço para que o novo Robocop tenha no mínimo a alma do policial Dreed.

Um filme violento, forte, sem muitas críticas ou cenários politizados, quase um fascismo é um programa para pessoas que gostam de filmes “viscerais” e que saiam do comum. Se você gosta deste tipo de filme, aproveite.

Nota 8,5 (esta nota tem sido recorrente nos últimos filmes, um bom sinal).

Release baixado: Dredd.2013.720p.BluRay.DUAL-ANGELiC