quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge


Na semana passada finalmente consegui um tempo livre para ir ao cinema conferir este que era um dos filmes mais esperados do ano. Eu mesmo era um dos que o aguardavam com muita ansiedade, uma vez que gosto muito dos filmes anteriores.

Coincidência triste, é que esta foi a última sessão que pude acompanhar em nosso cinema, que nesta segunda-feira foi fechado, mais uma vez. A desculpa é que em seu lugar (re)ssurgirá (desculpem, não resisti ao trocadilho) um teatro novo e inédito em nossa cidade. Até aí tudo bem, mas e nós, amantes da sétima arte?

Sinopse:
Oito anos após a morte de Harvey Dent, a cidade de Gotham City está pacificada e não precisa mais do Batman. A situação faz com que Bruce Wayne (Christian Bale) se torne um homem recluso em sua mansão, convivendo apenas com o mordomo Alfred (Michael Caine). Um dia, em meio a uma festa realizada na Mansão Wayne, uma das garçonetes contratadas rouba um colar de grande valor sentimental. Trata-se de Selina Kyle (Anne Hathaway), uma esperta e habilidosa ladra que, apesar de flagrada por Bruce, consegue fugir. Curioso em descobrir quem é ela, Bruce retorna à caverna para usar os computadores que tanto lhe serviram quando vestia o manto do Homem-Morcego. Aos poucos começa a perceber indícios do surgimento de uma nova ameaça a Gotham City, personificada no brutamontes Bane (Tom Hardy). É o suficiente para que volte a ser o Batman, apesar dos problemas físicos decorrentes de suas atividades como super-herói ao longo dos anos.

Assim como muitos outros garotos da minha faixa etária, eu cresci assistindo Batman. Lia diversos heróis em quadrinhos, mas assistir mesmo, eram apenas 2 com mais frequência. Era o desenho animado do Homem Aranha e as reprises do seriado do Batman de Adam West e o desenho animado. E como eu adorava. Antes mesmo de começar a frequentar o colégio já acompanhava as muitas aventuras da dupla dinâmica contra os mais diversos inimigos e com dezenas de onomatopeias que em nada nos incomodavam.

Naquela época, ver o Batman puxando dados do seu Mainframe e ver todas aquelas luzes piscando e a perspicácia do nosso herói nos satisfazia e nos deixavam viajar diariamente para Gothan City.

Depois dos altos e baixos da franquia no cinema nos anos 90, finalmente Chris Nolan deu uma revigorada no morcegão que há muito tempo ele precisava. Tudo começou com o ótimo Begins que foi solidamente alicerçado em algo que faltava nos filmes anteriores: uma dose maciça de realidade. Este foi o foco, acima da fantasia e do mito, era mostrar que o Batman era quase real. E ele conseguiu. Mesmo no segundo e maior filme da franquia isso ainda pontuava o filme e não nos deixava fugir da sensação de realidade e pés no chão.
Ela quase roubou o filme

A nova e aguardada derradeira aventura do Cavaleiro das Trevas de Nolan chegou com muitas promessas e expectativas lá no alto. E eis que o filme é muito bom e consegue cumprir a maioria delas. Os efeitos especiais estão muito bons, como era de se esperar. A cena inicial do sequestro aéreo é excelente e, se não fosse divulgada à exaustão nos trailers e divulgações, seria totalmente inesperada. O tom sombrio dos filmes anteriores continua presente. Os atores, com destaque para a bela Anne Hathaway, estão em sua maioria, muito bem em seus personagens. Um ponto a se lamentar é o pouco espaço em cena do sempre ótimo Michael Caine e do irretocável Gary Oldman.

Porém, ao meu ver, a missão não foi completada totalmente. Faltou algo ao filme. Não sei dizer se era expectativa demais, mas o filme não empolga a não ser no seu ato final.

Não estou dizendo que o filme seja ruim, muito longe disso, porém se o filme funciona na maior parte da fita, ele nos deixa um sentimento de que algo ficou faltando. O filme é longo demais (2:45h) e mesmo assim algumas coisas são mal dimensionadas. A introdução é longa demais e o final corrido demais. Nolan não soube perceber que a despedida do morcego era o que queríamos degustar com mais calma. Por isso é a parte que empolga realmente.

O filme, assim como os anteriores, possui suas falhas, é claro. Mas aqui elas são evidentes demais. Para um diretor que apostou no realismo e coerência, ele acabou se perdendo em pontos cruciais que, ao meu ver, jogaram contra ele próprio. Algumas incoerências que incomodam, tentando não entregar surpresas aos desavisados, são: a debilidade inicial do personagem em contraste com o final do filme anterior, o efeito muito duradouro dos atos dos filmes anteriores em relação à criminalidade, o rápido retorno à capa do Batman, a luta totalmente desigual com Bane, sua cura da forma e no tempo em que se deu, a luta final com o vilão e o principal pra mim, a incoerência de aceitar que uma cidade americana fique tomada por terroristas por longos 5 meses. Estes fatos jogam contra o histórico criado nas aventuras anteriores.

É claro que todos estes pontos podem ser discutidos e talvez até contornados com boa vontade, mas o fato é que da maneira como postos no filme acabaram me incomodando. Não a ponto de desgostar do filme, jamais, mas o suficiente para que o considere o mais fraco entre os 3 filmes. Mas isso não é demérito, na verdade é um elogio aos dois anteriores que me conquistaram e me levaram de volta à sala escura para ver o final da saga.
Luke, I am your father, ops...

Há outros pontos do filme que poderiam ser comentados, como a participação e personagem de Joseph Gordon-Levitt, o final ao estilo Inception ou ainda o novo veículo do Batman, mas vamos deixar estes comentários para uma boa conversa entre amigos, e com toda certeza, no próximo almoço que teremos entre uma velha turma de bons amigos que apreciam os filmes, quadrinhos, personagens, etc...

Com toda certeza irei adquirir o Blu-Ray do filme e assistir em alta definição, mas não poderei dar a ele a nota que eu imaginava.

Leva uma nota 8,5 sem dúvida. Quem sabe em uma segunda conferida e com menos expectativas possa rever, mas hoje, é o que considero justo a ele.

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Passando tempo

Este é aquele tradicional post apenas para "encher linguiça" e dizer que ainda estou vivo no mundo virtual, apenas com pouco tempo para fazer novos posts. Tudo graças à correria do dia a dia, serviço, afazeres e outras coisas.

Coleção Tarantino
Mas também é um post que traz alegria, pois mostra aquilo pelo qual estava ansioso aguardando a chegada,e finalmente chegou....

Quatro filmes incríveis

Só quem faz compras virtuais sabe a ansiedade que ficamos até que elas cheguem. Pelo menos ainda temos boas lojas que fazem entregas super-rápidas como esta. Comprado na segunda-feira, chegou hoje, na quinta-feira. De São Paulo a Uruguaiana. Excelente prazo de entrega.

Que vieram a se somar a outros dois filmes do mesmo diretor

Tarantino é 10! Em alta definição, melhor ainda...


sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Jogos Vorazes


 “Jogos Vorazes é o substituto de Harry Potter e Crepúsculo”. Você provavelmente leu muito essa afirmação nos últimos meses. O sucesso dos livros de Suzanne Collins é estrondoso, e adaptação para o cinema foi considerado o primeiro grande evento cinematográfico de 2012. Mas já antecipo que não li nem mesmo um resumo de nenhum dos três livros. De certa forma, Jogos Vorazes realmente vem pra substituir as franquias citadas, já que faz parte de uma literatura que agrada a diferentes públicos (crianças, jovens, adultos), e possui uma fiel legião de fãs. A verdade é que Jogos Vorazes veio para fazer sucesso nos cinemas, e a sua qualidade pode ser mais bem comparada a de Harry Potter do que a história insossa da saga dos vampiros, lobisomens e afins. Vamos ver se os próximos filmes crescerão em qualidade como aconteceu com os filmes do bruxinho.

Sinopse:
Jogos Vorazes (The Hunger Games) conta a trajetória de Katniss Everdeen (Jennifer Lawrence) em um futuro distante, sobre as ruínas de uma já esquecida América do Norte. O capitólio de Panem relembra, com os Jogos Vorazes, a derrota da rebelião de 13 distritos contra sua capital, onde um deles foi exterminado. Um adolescente e uma adolescente são oferecidos como tributo por cada distrito para participar dos jogos, onde apenas um dos 24 jovens pode sair vivo, em um evento sangrento e televisionado. Quando a jovem Primrose Everdeen é selecionada em um sorteio, sua irmã Katniss se oferece como tributo e acaba jogada em uma gigantesca “arena” contra jovens altamente treinados, que se prepararam para isso suas vidas inteiras. Sem perceber, Katniss e sua personalidade podem estar começando algo que mudará a história dos distritos para sempre.


Assisti este filme no início da semana, escolhido para ser visto em família, mas que não é infantil. Pelo contrário, mostra e discute temas que são muito melhor entendidos por jovens e adultos, sendo às vezes uma crítica a certos programas de televisão atuais, os dispensáveis reality shows, invasivos e cada vez mais apelativos. É claro que não chega a se comparar com o ótimo Show de Truman, mas a relação pode ser feita.

Apesar de pouco original, a premissa é interessante, pois abre espaço para criticar uma sociedade que se auto consome, tendo como principal entretenimento a manipulação da própria vida de outras pessoas. Como não poderia deixar de ser em um blockbuster, este viés crítico não é o foco do filme. Mas ele se faz sempre presente, permeando toda a narrativa e tendo até certos momentos de maior atenção. Esta subtrama social, ainda que contida, apresenta-se em um grau maior do que o comum para filmes deste porte, com proposta comercial e público-alvo juvenil.

O caráter maduro em relação a outras produções do gênero é reflexo da competente direção de Gary Ross, que se preocupa em abordar o tema com mais dramaticidade e menos romantismo e pirotecnia. O primeiro ato é o melhor exemplo dessa atmosfera. Os personagens são apresentados pacientemente em suas ações rotineiras e só vamos conhecendo suas personalidades ao decorrer da trama. Os clichês, que precisam existir, são trabalhados de forma a integrá-los ao enredo ou à psicologia dos personagens, tornando-os menos incômodos.

Destaque também para o contraste entre o Distrito 12 e seu aspecto acinzentado com a Capital e suas cores  e roupas esvoaçantes. Como se a personagem saísse de sua floresta e adentrasse ao País das Maravilhas, tendo inclusive uma versão feminina do Chapeleiro Maluco.
Alice e a Chapeleira?


Os efeitos especiais não roubam a cena e trabalham em prol do filme, um ganho se considerar muitos outros filmes recentes. O melhor efeito especial é aquele que não rouba a cena para si mesmo, já dizia um grande diretor. Ele deve se dissolver nas cenas. E isso nós vemos aqui.

Apesar de não ser um filmaço, daqueles de empolgar, eu acabei simpatizando com ele. Conferi em uma versão em HD, 720p com ótima qualidade de imagem e som. Para que minha filha pudesse acompanhar mais tranquilamente, optei por baixar uma versão com opção de dois idiomas de áudio, as chamadas Dual Audio. Não é um som estrondoso e poderoso como a versão original em DTS, mas é uma dublagem bem feita pelo menos, que não decepciona, e mesmo a versão dublada é em 5.1 canais, porém em Dolby Digital.

Leva uma nota 7,5 e pode ser considerado um ótimo entretenimento, sem muitas pretensões e sem ser extremamente violento ou pesado.

Release baixado: Jogos.Vorazes.2012.720p.BluRay.x264.DUAL-ANGELiC

segunda-feira, 30 de julho de 2012

O Espetacular Homem Aranha


Há 10 anos atrás eu tive uma das melhores sessões de cinema da minha vida. O filme era O Homem Aranha, dirigido por Sam Raimi e que pela primeira vez trouxe o aracnídeo para as telas. O filme não era perfeito, haviam falhas, mas era muito bom. Fosse pelo sentimento de nostalgia, fosse pela dificuldade de ser levado às telas, pelas filas enormes, a compra antecipada de ingressos, os vários amigos presentes na seção, para mim o filme foi marcante e inesquecível.

10 anos depois temos um novo filme na praça, que tenta apagar tudo o que vivenciamos em 3 filmes anteriores e recomeçar a franquia do cabeça de teia no cinema a partir do zero. Apenas 5 anos após o último filme, era mesmo necessário fazer isso ao invés de continuar a sequência? Vamos tentar avaliar.

Sinopse:
Peter Parker (Andrew Garfield) é um rapaz tímido e estudioso, que inicou há pouco tempo um namoro com a bela Gwen Stacy (Emma Stone), sua colega de colégio. Ele vive com os tios, May (Sally Field) e Ben (Martin Sheen), desde que foi deixado pelos pais, Richard (Campbell Scott) e Mary (Embeth Davidtz). Certo dia, o jovem encontra uma misteriosa maleta que pertenceu a seu pai. O artefato faz com que visite o laboratório do dr. Curt Connors (Rhys Ifans) na Oscorp. Parker está em busca de respostas sobre o que aconteceu com os pais, só que acaba entrando em rota de colisão com o perigoso alter-ego de Connors, o vilão Lagarto.

Cheio de restrições ao filme, estando em férias acabei indo, bem acompanhado da família é claro, a uma sala da rede GNC em um Shpping Center. Sala muito boa, nem sequer tem como comparar com a nossa humilde sala local. Lá tínhamos cadeiras muito confortáveis, ótima tela, projeção no aspecto correto e o som. E que som, DTS e em 5.1 canais perfeitamente audíveis e muito bem regulado. Simplesmente obrigatório.

O filme resgata uma história antiga dos quadrinhos, sobre o mistério dos pais de Peter Parker e mescla com a versão ultimate do personagem, que nada mais é do que uma atualização da lenda para os dias atuais. Afinal, o Aranha foi criado em 1962 e muita coisa que era verossímel na época, hoje não é mais. Todavia, o filme inicial da franquia dirigida por Sam Raimi já fazia isso. De maneira sutil, mas atualizava a história sim.

Agora temos um arco misterioso dos pais de Peter que nem mesmo nos quadrinhos foi bem recebido e que pouco depois de ser publicado foi esquecido. Nem mesmo histórias posteriores sequer mencionavam estes arcos. Some a isso a diminuição que o tio Ben sofre na vida de Peter por causa da sombra dos pais e a sua morte torna-se muito menos dramática e impactante quanto foi no primeiro filme. Afinal, se Peter ainda tem uma esperança de encontrar seus pais, a perda do tio acaba não sendo algo assim tão doloroso capaz de criar nele uma mudança de atitude. A sua mudança de foco aqui, se deve a uma outra cena com uma carga dramática muito menor e bem menos compreensível.
Quem você pensa que é para falar mal do meu filme?

Tirando esta escolha estranha para o roteiro, o filme até que não é ruim. Pelo contrário, tem muitos pontos positivos e o visual e efeitos especiais estão simplesmente espetaculares. Todos os defeitos e falsidade aparente dos efeitos no longa de 2002 foram deixados para trás, aqui as cenas são limpas e bem conduzidas, efeitos incríveis e um visual estonteante. O filme é um deleite para quem assiste. E cuidado para não sentir náuseas em algumas cenas em que a câmera acompanha nosso herói pelos prédios de Nova Iorque.

Por mais que eu tente não comparar o novo filme com o anterior, quando se fala em origem e descobrimento de poderes não há como não compará-los, e aqui, o novo filme sai perdendo sempre. Não apenas o roteiro é muito mais superficial, como as situações postas no filme são muito infantis. Quem sabe até agrade mais ao público adolescente da atualidade, mas me desculpem, eu preciso de mais substância num filme deste tipo. Não aceito ser enganado ao não ter um único motivo sequer para que em determinado momento do filme Peter resolva contar seu segredo para alguém. Assim, do nada. Não engoli.

Tudo bem que no filme de 2002 o inimigo Duende Verde estava totalmente descaracterizado daquele dos quadrinhos, muitas vezes parecendo sair de um Jaspion da vida. Mas Willian Dafoe compensava qualquer problema visual. Cronologicamente falando, Gwen Stacy também foi um acerto no lugar de Mary Jane, o primeiro filme mescla as duas em uma única (esta percepção é somente para leitores), mas o resultado se não é perfeito, é bastante satisfatório. Apesar do acerto neste novo filme, o resultado não é melhor que o anterior, ainda com algumas gafes.

Para sintetizar o filme, a sequência final, a cena que normalmente é feita para levantar a plateia das poltronas naquele sentimento de aventura acima de qualquer outro visto no decorrer do filme não funciona. Pior que não funcionar é a decepção que causa. Quem assistir ao filme talvez fique constrangido ao ver a tal cena da sequência final. Não convence em nenhum momento e não é por causa dos efeitos especiais não, que são a melhor coisa no filme. Assista e depois julgue se não tenho razão.

Mas a gota d’água pra mim é que não há, pasmem, em momento algum do filme a citação “Com grandes poderes vêm grandes responsabilidades”. Isso é um crime. É algo impensável. Em qualquer outro filme deixar uma fala ou um pensamento conhecido de fora da montagem é até aceitável, mas em Homem Aranha não. Isso é a essência de quem ele é. É esta frase que o move e quem o torna o que ele é. É como se ao filmar a nova trilogia de Star Wars, George Lucas não incluísse a fala “Que a Força esteja com você” em nenhum dos filmes, ou como se o Spock não se despedisse dizendo “Vida longa e próspera” no novo Star Trek. É algo inaceitável.

Mas não se deixe levar apenas pelas minhas reclamações de fã. O filme tem virtudes e as interpretações do Peter, de Gwen Stacy e do Lagarto são muito boas. Eles entregam sentimento aos personagens e em muitos momentos superam aquilo que esperávamos ou nos baseávamos no filme anterior. Minha revolta ao falar mais dos defeitos do filme em comparação ao anterior do que exaltar suas qualidades se deve, em parte, por ainda estar com o filme dos Vingadores em mente e esperar algo de qualidade semelhante, o que acabou não acontecendo.

Ao final das contas a Sony (estúdio detentora dos direitos) poderia ter aguardado por uma história melhor antes de fazer o filme. Acertou na escolha do diretor e dos atores, mas pecou na escolha do roteiro. Mas o que os move é o dinheiro. A Marvel Comics, antes de possuir um estúdio próprio, vendeu os direitos de adaptação de certos personagens para outros estúdios. Homem Aranha pertence a Sony, Quarteto Fantástico e X-Men pertencem a Fox e mais um ou outro personagem está nesta situação. Entre as cláusulas do contrato de cessão dos direitos há uma que versa que após um determinado tempo sem novos filmes dos personagens e os direitos retornariam para as mãos da Marvel. Logo ao saber deste detalhe, entendemos o porque do filme ter sido feito mesmo sem possuir a história ideal para fazer um filme nota 10.
Foi bom, mas bem que já poderia estar o novo do Batman em cartaz...

O filme não apagará o anterior de nossas lembranças, muito longe disso, porém merece levar uma nota 7,5.

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Ausente, mas por um bom motivo...

Pois é pessoal, sei que ando ausente e sem postagens atuais no blog, mas garanto que é por um ótimo motivo: Férias em família.

Em breve estarei retomando a rotina de postagens e já comentarei sobre um dos lançamentos da temporada que pude conferir em um ótimo cinema.

Abaixo as provas do crime.

Procurando boas promoções


Um pouco de cultura

Realizando sonhos

E fazendo parte dos sonhos...

Eu vou lhe fazer uma proposta que ele não pode recusar

Qual era o seu segredo?


Você sai em Blu-ray este ano, então...

O melhor do Oeste

Esta foto ela jamais vai esquecer

Minhas mulheres-gato

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Inverno de séries


Aproveitando os dias frios, em que é ótimo para se ficar em casa, estou colocando algumas séries em dia, assistindo outras conforme estão sendo lançadas e conferindo algum filme ou outro. No momento oportuno procurarei postar com mais calma.

Uma das séries que retornou agora é Falling Skies, em sua segunda temporada. A série que teve sua primeira temporada bastante dividida entre público e crítica, não chegou a ser unanimidade, mas conseguiu boa audiência a e agora retorna em sua segunda temporada. Até o momento conferi os dois primeiros episódios e posso dizer que ela voltou muito melhor do que terminou. As histórias apontam para um novo rumo, situações novas e uma nova abordagem. Torço para que a série consiga manter a audiência e melhorar em relação à ela mesma, a fim de ter seu público aumentado e quem sabe, ao final, uma nova temporada confirmada. Até o momento, parece estar no caminho certo.


Quem retornou também, e claro, eu estou acompanhando, foi a quinta temporada de True Blood.
Conforme eu já havia comentado quando do término da temporada passada, a série vinha de uma terceira temporada muito fraca e uma quarta temporada que não chegou a ser empolgante, porém teve muitas promessas para esta nova empreitada.
Posso dizer que algumas deles estão sendo muito bem cumpridas e outras já me frustraram no primeiro episódio. Porém no balanço geral ela está melhor que as duas temporadas anteriores e a tendência é que continue neste ritmo. Até agora temos 5 episódios e eles estão muito satisfatórios. Novos personagens, novos mitos e novas provocações. Afinal, sem isso, não seira True Blood.

Continuo tentando assistir outras séries que eu já deveria ter terminado, como a sexta temporada de Dexter, mas como eu gosto muito de assistir acompanhado de minha esposa e ela não assiste todos os dias, ainda estou indo devagar com a série. Coloque na conta também que assim que terminar Dexter devo partir para Spartacus e Homeland. Assim o inverno será bastante convidativo.

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Motoqueiro Fantasma – Espírito de Vingança


Domingo à tarde, com o jogo do meu time sendo marcado para um horário mais tarde, poucas opções na TV, dia frio e com alguma preguiça (momentânea) de assistir séries de TV, resolvi arriscar e assistir a um filme descompromissado e sem esperar nada dele. Escolhido da vez, Ghost Rider 2, ou Motoqueiro Fantasma 2.

Sinopse:
Nove anos após se transformar no temido Motoqueiro Fantasma, Johnny Blaze (Nicolas Cage) se refugia no leste europeu para tentar controlar sua maldição ou, pelo menos, deixá-la escondida da maioria das pessoas. Ele leva uma vida solitária, até ser obrigado a entrar em ação ao ser chamado por um culto para salvar a vida de Danny (Fergus Riordan), de apenas 10 anos. O garoto está ameaçado pelo Diabo (Ciaran Hinds), que deseja encarnar em seu corpo.

O primeiro filme, pelos nomes envolvidos (Nicolas Cage, Eva Mendes, etc), era esperado como pelo menos um bom filme, porém decepcionou e foi literalmente detonado pela crítica e pelos fãs que conheciam o personagem dos quadrinhos.  Quem não o conhecia, achou apenas um filme mediano, jamais bom. Partindo deste princípio já posso dizer que fazer um filme inferior ao primeiro é que seria uma proeza, mas felizmente, eles não conseguiram superar o filme anterior neste quesito. O filme não é tão ruim quando o primeiro. Pelo menos nisto, fique tranquilo.

Um dos maiores acertos da equipe responsável pelo filme foi ignorar totalmente o primeiro filme, e isso contribuiu bastante para a evolução deste daqui. Até o nome de alguns personagens, na verdade suas características completas, foram alteradas, como a do demônio que fez o pacto com Blaze. Corrigiram também a questão do pacto como foi mostrada no filme anterior, de uma assinatura meio acidental para algo mais consciente. Isso deixa o tormento do personagem, e sua quase loucura, mais crível e mais aceitável. Ao explorar aquilo que o Motoqueiro tem de melhor, que é seu visual e seus poderes o filme já ganhou pontos comigo. Deixando interesses amorosos de lado e se dedicando apenas à aventura e à ação, o filme ganhou corpo e pode se sobressair das cinzas do anterior.

Claro que não acertaram em todos os sentidos, e o desenvolvimento dos vilões é o principal deles. Nenhum deles convence, sejam por suas atuações ou por suas motivações. O fato é que eles são a parte mais fraca do filme, o que acaba comprometendo o conjunto todo.

Por outro lado, os efeitos especiais sofreram uma melhora considerável. O efeito que foi dado ao fogo do Motoqueiro ficou muito bom, mas muito bom mesmo. Agora ele parece muito mais real do que no filme anterior. Posso dizer que os efeitos especiais ficaram muito melhores que o filme todo. A característica que deram ao personagem, que faz com que qualquer veículo que ele utilize quando está na forma do herói se incendeie, e não apenas a sua moto, foi muito bem bolada e rendeu uma cena excelente, deixando os Transformers de Michael Bay e suas cenas confusas no chinelo. As perseguições mostradas no filme também ficaram muito boas, porém considerando que a equipe de desenvolvimento do filme, e seu diretor, são os mesmos da franquia Adrenalina, não era de se esperar nada menos do que isso.

O filme não vai ser inesquecível na indústria e nem aos fãs (certo, os fãs jamais esquecerão uma determinada cena, mas será no mal sentido), mas pelo menos não fez tão feio quanto o anterior. A atuação de Nicolas Cage continua uma enganação, mas pelo menos ele parece estar mais esforçado do que no longa passado.

Conferi o filme em um release em alta definição de 720p com excelente qualidade de imagem. Mesmo as cenas escuras e rodadas à noite, bem como as cenas de alta movimentação como as perseguições na estrada estão muito bem claras e limpas. Algo que nunca veria no cinema de minha cidade. Uma imagem de referência ao que tudo indica. Já o som presente no release é um DTS 5.1 canais bastante envolvente, que mostra todos os detalhes nas cenas de tiroteio e perseguições, ou na ótima sequência com a máquina incandescente. Faz o home theater trabalhar bastante.

O filme é uma ótima opção para um domingo à tarde ou algum outro dia em que você não esteja muito interessado em um filme mais “cabeça”. Quem sempre gostou dos filmes neste estilo “pipoca” vai gostar bastante. Leva uma nota 6,5.

Release baixado: Ghost.Rider.Spirit.of.Vengeance.720p.BluRay.x264.DTS-HDChina