quarta-feira, 27 de junho de 2012

Motoqueiro Fantasma – Espírito de Vingança


Domingo à tarde, com o jogo do meu time sendo marcado para um horário mais tarde, poucas opções na TV, dia frio e com alguma preguiça (momentânea) de assistir séries de TV, resolvi arriscar e assistir a um filme descompromissado e sem esperar nada dele. Escolhido da vez, Ghost Rider 2, ou Motoqueiro Fantasma 2.

Sinopse:
Nove anos após se transformar no temido Motoqueiro Fantasma, Johnny Blaze (Nicolas Cage) se refugia no leste europeu para tentar controlar sua maldição ou, pelo menos, deixá-la escondida da maioria das pessoas. Ele leva uma vida solitária, até ser obrigado a entrar em ação ao ser chamado por um culto para salvar a vida de Danny (Fergus Riordan), de apenas 10 anos. O garoto está ameaçado pelo Diabo (Ciaran Hinds), que deseja encarnar em seu corpo.

O primeiro filme, pelos nomes envolvidos (Nicolas Cage, Eva Mendes, etc), era esperado como pelo menos um bom filme, porém decepcionou e foi literalmente detonado pela crítica e pelos fãs que conheciam o personagem dos quadrinhos.  Quem não o conhecia, achou apenas um filme mediano, jamais bom. Partindo deste princípio já posso dizer que fazer um filme inferior ao primeiro é que seria uma proeza, mas felizmente, eles não conseguiram superar o filme anterior neste quesito. O filme não é tão ruim quando o primeiro. Pelo menos nisto, fique tranquilo.

Um dos maiores acertos da equipe responsável pelo filme foi ignorar totalmente o primeiro filme, e isso contribuiu bastante para a evolução deste daqui. Até o nome de alguns personagens, na verdade suas características completas, foram alteradas, como a do demônio que fez o pacto com Blaze. Corrigiram também a questão do pacto como foi mostrada no filme anterior, de uma assinatura meio acidental para algo mais consciente. Isso deixa o tormento do personagem, e sua quase loucura, mais crível e mais aceitável. Ao explorar aquilo que o Motoqueiro tem de melhor, que é seu visual e seus poderes o filme já ganhou pontos comigo. Deixando interesses amorosos de lado e se dedicando apenas à aventura e à ação, o filme ganhou corpo e pode se sobressair das cinzas do anterior.

Claro que não acertaram em todos os sentidos, e o desenvolvimento dos vilões é o principal deles. Nenhum deles convence, sejam por suas atuações ou por suas motivações. O fato é que eles são a parte mais fraca do filme, o que acaba comprometendo o conjunto todo.

Por outro lado, os efeitos especiais sofreram uma melhora considerável. O efeito que foi dado ao fogo do Motoqueiro ficou muito bom, mas muito bom mesmo. Agora ele parece muito mais real do que no filme anterior. Posso dizer que os efeitos especiais ficaram muito melhores que o filme todo. A característica que deram ao personagem, que faz com que qualquer veículo que ele utilize quando está na forma do herói se incendeie, e não apenas a sua moto, foi muito bem bolada e rendeu uma cena excelente, deixando os Transformers de Michael Bay e suas cenas confusas no chinelo. As perseguições mostradas no filme também ficaram muito boas, porém considerando que a equipe de desenvolvimento do filme, e seu diretor, são os mesmos da franquia Adrenalina, não era de se esperar nada menos do que isso.

O filme não vai ser inesquecível na indústria e nem aos fãs (certo, os fãs jamais esquecerão uma determinada cena, mas será no mal sentido), mas pelo menos não fez tão feio quanto o anterior. A atuação de Nicolas Cage continua uma enganação, mas pelo menos ele parece estar mais esforçado do que no longa passado.

Conferi o filme em um release em alta definição de 720p com excelente qualidade de imagem. Mesmo as cenas escuras e rodadas à noite, bem como as cenas de alta movimentação como as perseguições na estrada estão muito bem claras e limpas. Algo que nunca veria no cinema de minha cidade. Uma imagem de referência ao que tudo indica. Já o som presente no release é um DTS 5.1 canais bastante envolvente, que mostra todos os detalhes nas cenas de tiroteio e perseguições, ou na ótima sequência com a máquina incandescente. Faz o home theater trabalhar bastante.

O filme é uma ótima opção para um domingo à tarde ou algum outro dia em que você não esteja muito interessado em um filme mais “cabeça”. Quem sempre gostou dos filmes neste estilo “pipoca” vai gostar bastante. Leva uma nota 6,5.

Release baixado: Ghost.Rider.Spirit.of.Vengeance.720p.BluRay.x264.DTS-HDChina

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Continuum – Nova série


As séries americanas de maior apelo já encerraram suas temporadas. Agora começou o que se chama de Summer Season, a temporada de intervalo onde canais menores e de outros países lançam séries que normalmente teriam dificuldades de concorrer com aquelas de maior apelo e de maior mídia.

Nesta Summer Season estreou Continuum, uma série sci-fi canadense exibida no canal Showcase.

Em 2077 os governos mundiais entraram em colapso e as grandes corporações dominaram o planeta, instituindo um estado policial de alta vigilância e a supressão de algumas liberdades (na serie não fica claro se isso é bom ou ruim, me pareceu indiferente). Uma organização com 8 terroristas, autodenominados "Liber8" (em inglês, o som soa como "Liberate") luta contra isso de forma extremamente violenta, matando no caminho dezenas de milhares de pessoas inocentes.

Presos e condenados a morte, eles conseguem fugir da execução viajando no tempo de 2077 para 2012. No processo eles levam consigo, acidentalmente, a policial (chamada no futuro de "protector") Kiera Cameron. Para caçar esses terroristas e impedi-los de alterar o passado, Kiera junta-se à policia local.

Ela também tem a ajuda de um jovem gênio, Alec Sadler. Em 2012, a tecnologia futurista que Kiera traz consigo (na roupa, nos olhos, em chips implantados no corpo) pode comunicar-se apenas com Sadler, que foi quem inventou a tecnologia em seu tempo e que, no futuro, será o líder da mega-corporacao Sadtech.

A primeira temporada terá 10 episódios e é ambientada em Vancouver (Canadá).

As minhas impressões iniciais sobre a série são muito positivas. A ideia central foi muito bem desenvolvida, a produção da série é ótima e até os efeitos especiais são competentes. Há alguns atores conhecidos, que já haviam participado de outras séries americanas, como a extinta 24 horas. As interpretações estão sendo convincentes e temos a oportunidade de conhecer novos cenários e locações, uma vez que a série é totalmente filmada no Canadá.

Acredito que a série não tenha gás para manter várias temporadas, a menos que aconteçam reviravoltas inesperadas na trama. Porém se planejarem aproximadamente umas duas temporadas, a série tem boas chances de ser excelente e muito bem desenvolvida, sem entrar em recursos repetitivos e cair naquilo que seria o mais óbvio, o de criar paradoxos temporais e deixar muitos furos de roteiro.

O meu conselho no momento, é que vale a pena acompanhar. Porém o canal Showcase não tem parceiros no Brasil e não vejo muitas chances da série chegar aqui. Portanto, quem desejar conferir terá de apelar para downloads pela internet. Eu baixei episódios em alta definição que possuem uma boa, mas não excelente, qualidade de imagem e som 5.1 canais. Já foram 4 episódios ao ar e todos foram muito bons. Entregam boas doses de ficção, ação e boas situações. Apesar de eu ainda estar com outras séries em atraso, acompanharei esta.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Um conto chinês


Algumas semanas atrás, a pedido de minha esposa, assistimos a este filme que havia sido recomendado a ela. Dele, eu havia apenas notado o lançamento na época, mas não esbocei qualquer interesse a respeito. Até que resolvi acompanhá-la na empreitada de assisti-lo.

Sinopse:
Ricardo Darín (Abutres, O Filho da Noiva, O Segredo dos Seus Olhos), é Roberto, um veterano da Guerra das Malvinas que vive recluso em sua casa há vinte anos e coleciona manias. Mas esta história é também de Jun, um chinês que apareceu na vida de Roberto depois de ser roubado e arremessado de um taxi em Buenos Aires. Roberto não fala chinês e Jun não fala espanhol. Roberto procura o isolamento e Jun, um tio, seu único parente vivo. Apesar das diferenças e dificuldades Roberto e Juan descobrirão o real motivo deste encontro inusitado: uma vaca que caiu do céu.

O filme é classificado como uma comédia, e como eu não sou muito fã de comédias, havia passado longe dele. Porém esta classificação é no mínimo equivocada. O filme não é uma comédia. Ele possui momentos cômicos, porém não são gratuitos e muito menos escrachadas ou pastelão. O filme seria melhor classificado como uma comédia dramática.

É um filme leve, lindo, delicado e de uma sutileza imensa. O que comecei a ver com um pé atrás foi me conquistando. Quase como a mudança de comportamento do nosso protagonista. Ranzinza e metódico, Roberto vive no seu mundo isolado e intocado. Segue sempre seus mesmos hábitos e manias, mesmo na hora de dormir e depois ao acordar. Ver sua rotina ser abruptamente quebrada é quase um desespero para ele, mas seu senso de humanidade o faz suportar essa condição.
Hoje eu mato esse chinês

Assistir a este filme é uma terapia que recomendo a todos. O filme é ótimo, as situações são muito bem boladas, e a interpretação do Ricardo Darín é fora de série. Recomendo a todos que assistam este filme se sejam tocados por ele. Comentar detalhes do filme, e são muitos, seria estragar belas surpresas que somente o assistindo poderão ser melhor absorvidas.

Apesar de ser um filme Argentino, o que foge do circuito convencional para a maioria, o filme é fácil de ser encontrado nas locadoras. Assista e descubra que a maior linguagem é a do coração e que tudo o que entra na sua vida inesperadamente pode ter um motivo de ser. O filme proporciona muitas lições que serão assimiladas de maneiras diferentes por cada pessoa. Tenha coragem de assisti-lo e deixe que ele seja a vaca jogada do alto em sua vida para tirá-lo da zona de conforto.
Assista ou...

Nota 8,5 é o mínimo que ele merece. Em um dia mais inspirado, a nota ainda pode subir. Vale muito a pena.

Assisti ao filme em DVD de locadora. Com ótima imagem Widescreen, mantendo a proporção de aspecto do cinema. Com som 5.1 canais que apesar de pouco acionado, quando o faz, nos coloca dentro do filme, como na cena da chuva em Buenos Aires em que temos a impressão de que começou a chover em nossa cidade também.

terça-feira, 12 de junho de 2012

Dia dos namorados


Apaixonados? Algumas dicas então...


Pessoal! Dia dos namorados chegou. Deixarei aqui, uma breve lista com sugestões de filmes para serem vistos a dois. Alguns já possuem vários anos, mas mesmo assim não deixam de serem boas opções. Outros quem sabe seja uma boa descoberta para fazer e que venha a se tornar um filme inesquecível.

Apesar de não ser fã de comédias românticas, elaborei esta lista e comento alguns dos filmes tentando convencê-los a assistirem.

A lista está em ordem aleatória, não em ordem de qualidade ou preferência:

- P.S. Eu te amo
Confesso que só assisti a partes deste filme, nunca o vi do começo ao fim. Mas minha esposa chorou rios de lágrimas ao assisti-lo e me recomenda em cada conversa que ele é citado ou cada vez que um trailer dele aparece na TV a cabo. Ainda o verei completamente um dia desses.

- Um amor para recordar
Este eu gosto bastante. Filme muito bom para a os namorados de hoje. Não é apelativo, história muito boa, leve, divertido e o final... Veja e confira. Um filme emocionante e com valores. E claro, uma música inesquecível.

- Ghost – Do outro lado da vida
Este marcou época. É de 1995 e só o assisti cerca de 1 ano após o lançamento. É o filme que bateu recordes em nossa cidade, ficando 13 semanas em cartaz em nosso cinema. Mas só acabei conferindo quando ele saiu em VHS. Apesar de fantasioso demais, o resultado principal funciona muito bem.

- Encantada
Um filme da Disney para a nova geração. Muito bem feito e leve. Além de divertidíssimo.

- Como se fosse a primeira vez
Acho que este é o filme que mais vezes passou na Net. Porém sempre que estou em casa e zapeando pelos canais acabo o encontrando assisto novamente até o final. Um dos meus favoritos. Recomendo.

- Como perder um homem em 10 dias
Só assisti parte dele. Mas sei que muita gente o adora, então ele está na lista, apenas não posso falar a respeito.

- Hitch – Conselheiro Amoroso
Eva Mendes e Will Smith foram um belo casal, isto é fato. Mas some a isso um filme inteligente, bem bolado, com muitas doses de humor e uma história interessantíssima o tornam um dos melhores do gênero.

- 500 Dias com ela
Zoey Deschanel é linda e a namoradinha da América na atualidade, ao ponto de ganhar uma série de TV para protagonizar este ano. Some a isso uma trilha sonora fantástica, atuações inesquecíveis e um filme muito original que foge dos clichês de sempre e o filme ganha status de obrigatório.

- Brilho eterno de uma mente sem lembranças
Muita gente não consegue entender o filme na primeira vez. Eu o adoro e é um dos meus favoritos. Inteligente, ousado, original. O filme não é para todos, pois obriga o espectador a pensar. Mas ao ver Jim Carrey em um papel dramático, contracenando com a musa Kate Winslet percebemos que ele é um ator muito além das comédias e que o amor não é uma coisa fácil de esquecer.

- O Homem do Futuro
Poderia colocar diversos outros filmes com a mesma temática no lugar deste. Mas é ótimo poder citar um filme nacional, com atores mais próximos da nossa realidade, com uma trilha sonora muito bem escolhida em que as situações são escolhidas para serem parte da nossa realidade ao invés dos americanos. O filme é muito bom e merece ser descoberto.

- Dirty Dancing
Mais um com Patrick Swayze. E este marcou muitas gerações. Apesar do filme ser muito bom, inesquecível mesmo é a sequência da dança no final.


- Um homem de família
Não posso deixar de fora este filme que me marcou muito desde a primeira vez em que o assisti. Filme família como o próprio nome já diz. Quem nunca pensou em reviver situações ou pensar em como as coisas poderiam ter sido que jogue a primeira pedra.

- Sintonia de Amor
Tom Hanks e Meg Ryan devem boa parte de seu sucesso e reconhecimento a este filme.  História excelente combinada com atuações nota 10 merece sempre ser revisto.


E aí, gostou? Seu filme favorito ou marcante não está na lista? Comente e deixe sua dica. E claro, assista um deles novamente e eternize seus momentos associando-os a um filme inesquecível.

domingo, 3 de junho de 2012

Os Vingadores


Eu acredito que tenha esperado 30 anos para assistir a este filme.

Desde que aprendi a ler, comecei a acompanhar quadrinhos. Desde minha primeira HQ (A morte da Fênix) fui fisgado pelo universo Marvel. E ainda me recordo da primeira história dos Vingadores que eu li, era uma aventura contra o grupo de supervilões chamado Zodíaco, na extinta revista Heróis da TV da Editora Abril. É claro que desde então também acompanhei o grupo nas HQ’s por todo o tempo em que fui leitor assíduo.

Ontem fui ao cinema aqui na cidade assistir a estreia do filme. Posso relatar que o som do nosso cinema deu uma melhorada. Não é ainda um som de cinema (apesar desta redundância), mas melhorou em relação àquilo que tínhamos no passado. A tela é enorme, mas falta qualidade, e, para piorar a situação a projeção não estava na proporção correta. Foi quase uma apresentação em fullscreen 4x3. Mas é o que tinha a disposição e como eu não aguentava mais de ansiedade, foi assim que assisti pela primeira vez. Sim, primeira vez, pois com a mais absoluta certeza verei outras vezes. E as próximas serão em HD e com som DTS.

Sinopse:
Em Os Vingadores, quando um inimigo inesperado surge ameaçando a segurança global, Nick Fury, diretor da agência internacional de paz conhecido como SHIELD, recruta uma equipe para livrar o mundo de uma possível destruição, e com isso ele reúne Homem de Ferro (Robert Downey Jr.), Capitão América (Chris Evans), Thor (Chris Hemsworth), Hulk (Mark Ruffalo), Gavião Arqueiro (Jeremy Renner), Viúva Negra (Scarlett Johansson) e outros.

Com certeza muita gente já leu a respeito desde filme que é o mais comentado no momento. Então não há muitas novidades a falar a respeito senão as minhas próprias impressões. Nem vou perder tempo apresentando o grupo, pois se você está lendo isso, com certeza você já assistiu algum dos filmes solos dos personagens dos Vingadores: Hulk, Thor, Capitão América ou os dois filmes do Homem de Ferro. Neste caso, você não precisa de apresentações a eles.

O filme é muito, mas muito, bem feito mesmo. É claro que ele não vai ganhar o Oscar de melhor filme ou será considerado como um novo O Poderoso Chefão, Cidadão Kane ou O Senhor dos Anéis. Tem seus defeitos e escorregadas, mas ele não decepciona em momento algum. É exatamente o filme que todos esperavam ver. Desde o leitor mais antigo até aquele que nunca leu uma HQ deles, o filme agrada e nos faz sair da sessão satisfeitos. Tudo funciona no filme. Se, por um lado, ele não goza da profundidade do roteiro de O Cavaleiro das Trevas, a história, embora simples, se sustenta trabalhando muito bem a dinâmica entre todos os personagens, os diálogos divertidíssimos e ainda encontra tempo para alfinetar um ou outro aspecto da cultura norte-americana.

Aliás, as interações dos personagens são as melhores já feitas em qualquer filme do gênero. Esqueça as provocações que Logan fazia a Scott na trilogia X-Men; aqui, o Homem de Ferro assume a dianteira e faz todos rolarem de rir. Além de Homem de Ferro, várias outras tiradas cômicas permeiam o filme e nos fazem pensar: por que isso não foi feito antes? Por que eles nunca foram tratados com este respeito? Este é o espírito Marvel!

O diretor acertou a mão em cheio, e olha que a experiência dele era em seriados de TV! Foi uma aposta arriscada da Marvel, entregar seu maior projeto a um diretor quase inexperiente. Mas Joss Whedon não era apenas um diretor de seriados de TV. Ele já havia escrito roteiros de HQ’s da Marvel e é um fã dos personagens, que teve a oportunidade única de fazer este filme como um agradecimento a eles. Nada de tentar fazer um filme sombrio, ou dark, como virou moda depois de Batman Begins e principalmente depois de sua continuação. Não, aqui a motivação é outra. Deixe a parte sombria para o Batman, aqui precisamos de luzes, cores e holofotes. Cada um na sua fica bem melhor.

Quando vi as cenas de ação eu arrepiei, literalmente. Todos os anos lendo quadrinhos de super-heróis estavam materializados na tela. Tudo aquilo com que sempre sonhamos foi realizado. A cena espetacular do Porta-Aviões aéreo da SHIELD decolando é sensacional. Algo inédito na história do cinema. As lutas, no clássico estilo da Marvel, entre os heróis compensaram cada um dos muitos anos de espera. As cenas do Hulk literalmente esmagando foram demais. Só faltou um “Avengers Assemble” mas aí, seria querer demais. Isso só funcionaria nos quadrinhos. Todo o restante funcionou bem demais.  
Avenger's Assemble!

A grandiosidade de filme impressiona. Nunca houve no cinema uma guerra como a mostrada no final. Esqueça Star Wars ou qualquer filme de ficção científica, esqueça filmes de guerra, esqueça Godzilla… Nada assim jamais foi feito!!! A escala é impressionante, afinal, é uma invasão alienígena bem no meio de Nova York! E neste cenário devastador Os Vingadores demonstraram quem são e se deram a conhecer ao grande público. Ali vimos o Capitão América assumir sua posição de comando e sabemos o porquê sua voz deve ser ouvida. Ali vimos o poder de Thor, a força do Hulk e mesmo os sem poderes, Gavião Arqueiro e Viúva Negra mostraram seu valor. Eles não foram apenas objetos de decoração no filme.

Da mesma forma não vimos nenhum dos personagens roubar o filme para si. Apesar de o Homem de Ferro ter, talvez, um pouco mais de tempo em cena do que os demais personagens, todos eles têm o seu espaço e são muito bem tratados. A maior surpresa foi o Hulk que mesmo já tendo tido dois filmes recentemente, nunca foi tão bem interpretado como neste. E aqui o CGI funciona. Ele merece um novo filme, com este espírito! O Capitão América foi tratado como ele deve ser, um homem deslocado de seu tempo tentando se reencontrar. Até mesmo um passado em comum entre a Viúva Negra e o Gavião Arqueiro foi criado, e bastante convincente. Mas sem dúvida, é Tony Stark quem tem os melhores diálogos.
Policial: - E por que eu deveria obedecê-lo senhor?

E a cena final durante os créditos! O que foi aquilo? Eu quase derramei uma lágrima nerd! E o mais legal foi perceber que nessa cena somente aqueles que realmente amam quadrinhos aplaudiram e entenderam quem estava ali. E mais do que isso, explicou muita coisa que durante o filme ficou subentendido. Agora sabemos porque Loki, mesmo preso em uma cela conseguiu causar discórdia entre os heróis. Sabemos quem lhe entregou tal poder e mais do que isso, sabemos o que estará por vir. Sim, esse meu comentário pode parecer meio estranho, mas desculpem esse velho nerd que sempre desejou ver seus personagens favoritos retratados de forma decente na tela grande. Nós, que sempre somos subestimados como público em adaptações que visam a agradar a todos, mas que se esquecem que nós é que sempre sustentamos a indústria de quadrinhos e que tudo o que desejamos é ver os personagens que acompanhamos durante anos retratados na telona de maneira digna. Finalmente fomos atendidos!
Hulk Smash

Obrigado Joss Whedon, por fazer a coisa bem feita. Obrigado pela aula de como adaptar uma HQ. Desde a introdução coesa, manteve a mão firme, acreditando naquilo que estava fazendo. Os heróis precisavam disso. E é Nick Fury quem lhe agradece, pois nem ele foi esquecido ou ficou sem desenvolvimento no filme. E você ainda foi além, nos colocou dentro do filme. Todos nos vestimos de Agente Coulson. Novamente, obrigado.

Depois de mais de 30 anos, finalmente Superman – O Filme possui alguém para quem passar a coroa e o título de melhor adaptação de quadrinhos de todos os tempos. E não me julgo suspeito de falar isso, pois Superman além de ter sido o primeiro filme que assisti no cinema (na verdade foi Superman II, mas considere) sempre foi um dos meus personagens favoritos. Apesar de nestes anos termos visto alguns filmes que foram muito bons, este título nunca foi ameaçado. Adorei X-Men II, Homem Aranha II, Batman - O Cavaleiro das Trevas e X-Men: Primeira Classe, mas foram Os Vingadores que conseguiram este título. E ele ficou em boas mãos!

Guardei a nota 10 para este filme. É hora de concedê-la.

Ainda não viu? Corra e vá ver. É o filme que marcará uma geração. Quando seus filhos, netos e amigos comentarem do filme, tenha a honra de dizer, eu vi no cinema!

PS. Com minha contribuição nesta sexta-feira dia primeiro de junho, o filme alcançou duas marcas importantes de bilheteria: O terceiro maior filme, em bilheteria, de todos os tempos e a terceira maior bilheteria em território americano. E olha que o filme só vai estrear no Japão em Agosto, próximo do lançamento em DVD e Blu-ray.

quinta-feira, 31 de maio de 2012

John Carter - Entre dois Mundos

Tentei assistir este filme no cinema, mas ele ficou muito pouco tempo em cartaz e quando percebi já não estava mais disponível.
Clique nas imagens para ampliar


Havia lido algumas notas a respeito deste filme antes de seu lançamento e fiquei muito interessado em assistir. Logo que o mesmo foi lançado, não resisti e li algumas opiniões a respeito, no qual a crítica especializada falou muito mal do filme, que também acabou indo muito mal em termos de bilheteria, tornando-se um fracasso comercial da Disney, ficando com bilheteria muito abaixo do esperado. Segundo comentários, a arrecadação em bilheterias ao redor do mundo não teria sido suficiente sequer para cobrir os custos de produção do filme.

Agora consegui baixar uma versão do filme em alta definição, com uma imagem fantástica em 720p. Imagem clara, limpa e praticamente perfeita. Mesmo em cenas de muito movimento ou sombrias a imagem mantêm-se consistente o tempo todo e não se percebe defeitos na película. Nem mesmo nas, muitas, cenas com efeitos especiais. O som em DTS também é muito bom, com graves muito bem utilizados e as sourround’s exigidas em muitas cenas, em especial nas cenas de chuva onde nos sentimos muito inclinados a pegar um guarda-chuvas. Excelente som.

Sinopse:
O soldado americano John Carter (Taylor Kitsch), para a tristeza de seus parentes, faleceu no planeta Terra. Contudo, para a alegria de outros, ressuscitou em Marte. Agora, em meio a uma guerra civil no planeta vermelho, habitado por seres de cor verde e criaturas gigantescas, ele é visto como a única esperança de ajudar a princesa Deja Thoris (Lynn Collins) a salvar o seu mundo, numa batalha que mudará para sempre o seu destino.

Baseado na obra de Edgar Rice Burroughs, o mesmo criador de Tarzan, John Carter foi criado em 1912 e foi protagonista em uma série de revistas e depois em uma série de livros (A Princesa de Marte) de seu autor. A obra original até então havia permanecido inédita no Brasil e só foi lançada recentemente devido à divulgação do filme. Mesmo sem haver lido a obra, tinha algum conhecimento de sua história. A indústria tenta levar a história para as telas há quase cem anos. Motivo pelo qual estava ansioso por assisti-la. 

Quando li as críticas negativas sobre o filme, logo me veio um pensamento à mente: o filme deve ser muito bom. Rsrs Resumindo, dane-se a crítica. Quem gosta do gênero do filme irá amá-lo. É claro que o filme não é perfeito e possui alguns deslizes. Mas qual filme não os têm? As vezes sendo melodramático e com diálogos forçados (como “o sangue de meu pai me impulsiona”) o filme agrada e muito. Os atores parecem muito bem soltos em seus papéis e os personagens fluem muito bem. Os efeitos especiais foram muito bem feitos e justificam os mais de US$ 200.000.000,00 investidos no filme.  

A linda Princesa de Marte

Muitas críticas e impressões sobre o filme falam de uma história batida e já vista em vários filmes anteriormente, e colocam este motivo como o ponto principal para a recepção fria e negativa do filme. Desde Lawrence da Arábia, Um homem chamado Cavalo, O Último Samurai, Pocahontas e até Avatar, essa trama, de um estranho recém chegado comprar a briga de outros e assumir um papel de destaque, sempre foi bastante explorada pelo cinema. E aqui vemos mais uma versão desta trama, com alguns ajustes que foram feitos aqui e ali para tentar apresentar algo de novo na história.

O ponto esquecido pela maioria, é que John Carter é uma história criada no início do século passado e que ela foi a obra que inspirou muitas outras, incluindo as citadas acima. Então esta desculpa não me convence. Ou a trama seria totalmente desvirtuada passando a ser apenas uma referência à história da Princesa de Marte ou então ela, fatalmente, teria de enfrentar este questionamento. A escolha dos produtores foi exatamente esta, a de não fugir de sua origem e apostar no competente desenvolvimento para buscar a aceitação.

Outras críticas negativas falam da absoluta falta de pesquisa para fazer um filme ambientado em Marte (Barsoon para quem já o assistiu), mostrando situações e paisagens impossíveis com o conhecimento que hoje possuímos do nosso planeta vizinho. Apenas esqueceram que toda a situação posta no filme advém do conhecimento que o homem imaginava possuir a cerca de 100 anos atrás. Logo, não devemos esperar fidelidade científica em qualquer grau que seja.

Resumindo, todas as críticas que li não me desanimaram e ao assisti-lo fiquei encantado com o desenrolar da história. Achei o filme muito bem feito e um entretenimento de primeira qualidade. Talvez a única decepção para quem conheça um pouco mais da obra seja a ausência de cenas mais picantes e provocantes, pois nos painéis divulgados à exaustão pela internet e em outras obras de ficção/fantasia, sempre que se falava da Princesa de Marte, o que mais se vê é a princesa quase sempre seminua, ou insinuando situações muito mais ousadas, o que não acontece no filme. O que é totalmente plausível em um filme produzido pelos estúdios Disney que visa uma classificação etária baixa.

John Carter possui efeitos visuais impressionantes, deixando claro que valeu a pena esperar mais de 77 anos (desde o primeiro projeto) para ver o personagem no cinema. As criaturas presentes em Marte são extraordinárias e muito bem desenvolvidas. Possuem o mesmo mérito dos Na'vi de Avatar, que é o fato de transmitirem certa naturalidade, algo sensacional para uma figura fictícia. Tal semelhança não é mera coincidência, afinal ambas as espécies foram desenvolvidas pela Legacy Effects, que nos últimos anos também foi responsável pela armadura do Homem de Ferro e pelos extraterrestres de Cowboys & Aliens.
Ação, aventura e fantasia na dose certa

 A trilha sonora também é um dos elementos que merece aplauso. A trilha foi de responsabilidade de Michael Giacchino, grande parceiro de J.J. Abrams, com quem trabalhou em Lost, Star Trek e Super 8. Ele foi bem sucedido na construção de uma trilha clássica e ao mesmo tempo épica. Em alguns momentos, vê-se até uma referência a 2001 - Uma Odisséia no Espaço.


John Carter: Entre Dois Mundos é um bom primeiro trabalho de Andrew Stanton no cinema live action (antes só havia feito animações da Pixar, como Procurando Nemo e Wall-E). Possui um belíssimo visual e consegue capturar o interesse do espectador para este novo mundo. Uma simples, mas bela, aventura sobre um homem que faz a diferença mesmo quando luta para ficar em cima do muro.

Merece pelo menos uma nota 8,5.

Release baixado: John.Carter.2012.720p.BluRay.x264.DTS-HDChina

domingo, 27 de maio de 2012

Poder sem limites


Assisti alguns dias atrás este excelente filme no já batido gênero de origem de super-herói. Embora aqui não seja uma adaptação de alguma história em quadrinhos (HQ), muitos dos clichês do gênero estão presentes. Porém temos aqui uma abordagem até então inédita e muito bem sucedida.

Sinopse:  'Poder sem Limites' é um filme de super-herói, criado e contado sob a perspectiva de um garoto de 17 anos, por meio de sua câmera. Todos sonham em ter superpoderes, mas o que acontece quando não se está preparado para lidar com eles? Neste filme, três adolescentes comuns, repentinamente, são capazes de fazer coisas que nunca imaginaram ser possível. No início, eles se divertem, mas quando as pegadinhas tornam-se perigosas, os três amigos terão de lidar com a responsabilidade que virá com estes poderes extraordinários.

De saída não me interessei muito pelo filme, principalmente ao perceber que o diretor fez a opção de criar o filme como se fosse, o tempo todo, filmado por um dos personagens. Este tipo de narrativa, com a câmera na mão, foi utilizado em A Bruxa de Blair, Cloverfield e Atividade Paranormal e eu não me interesse muito por esta escolha. Não gosto. Embora aqui ela não atrapalhe. Na verdade ela acaba auxiliando a nos tornar mais íntimos dos personagens e permite termos conhecimento de seus dramas pessoais.

Apesar de toda a tentação de fazer “apenas mais um” filme de super-herói, o diretor vai no caminho oposto e entrega uma obra bastante original que foge das opções fáceis. A partir desta escolha podemos acompanhar os personagens descobrindo seus poderes e aprendendo a utilizá-los de maneiras mais naturais possíveis, sem a mesmice que seria inevitável em outra obra qualquer.

Até mesmo a “câmera na mão” vai sendo alvo dos poderes do garoto e acaba melhorando a imagem e amenizando o efeito que eu não gosto. Um ponto positivo para o diretor nesta ótima ideia.

O filme bebe na fonte de Akira e entrega cenas que nos farão relembrar tanto da animação quanto da HQ, sem no entanto parecer um plágio. A presença da cultuada obra é sentida em várias sequências do filme, com destaque especial para a incrível sequência do hospital.



Até a metade do filme acompanhamos os personagens se desenvolvendo, como já comentei, e as cenas que demonstram essa evolução são todas muito criativas e inéditas. Veja a sequência dos dentes após o bullyng, ou a tentativa de um nerd tornar-se uma pessoal popular e sociável.  A sequência de futebol americano nas nuvens em particular é inspiradora e muito bem feita.

E mesmo demorando a engrenar ou entregar cenas de ação convincentes, quando isso acontece temos aquele sentimento de que a espera valeu a pena. Os efeitos especiais são excelentes, as situações postas não são conflitantes com o que acompanhamos desde o começo do filme e temos a oportunidade de curtir um filme muito bem feito. Bem enraizado em seus conceitos e desenvolvido de uma maneira que não somos desrespeitados com a desculpa de uma liberdade artística. A sequência final nos faz perder o fôlego e merece entrar na lista das sequências de ações muito bem feitas nos filmes do gênero.

Fica a recomendação para quem gosta deste estilo de filme. Uma nota 8 fica de excelente tamanho, ainda mais em uma obra sem atores famosos ou diretor de ponta.

Conferi a cópia recentemente, então pude desfrutar de uma imagem impecável em alta definição e um som DTS muito bem distribuído, que apenas colaboram para uma apreciação melhor para o filme. O qual, ressalto, merece ser visto mais de uma vez.

Release baixado: Chronicle.Director's.Cut.2012.720p.BluRay.x264.DTS-WiKi