sexta-feira, 11 de maio de 2012

Séries de Ficção em extinção


O que está acontecendo com as séries de ficção científica é uma pergunta atual e que tem inquietado todos os fãs do gênero. E esta pergunta me vem à cabeça justamente quando mais uma série do gênero foi cancelada: Alcatraz.

Na verdade as adoradas séries deste gênero maravilhoso que nos levam a outros mundos e situações únicas nunca foram um terreno fértil do ponto de vista financeiro, que tivesse alta audiência e grandes anunciantes. Mesmo as séries clássicas e idolatradas até hoje sofreram deste mal. Vide Star Trek e Perdidos no Espaço, que se não me falha a memória tiveram apenas 3 temporadas cada. Mesmo que hoje em dia elas sejam consideradas cult, quando estavam no auge sofreram com boicotes, ameaças constantes de cancelamento e outros afins. Outras séries famosas nos anos 80 e 90 não chegaram ter uma quantidade expressiva de temporadas, como por exemplo O Homem de 6 milhões de dólares, Mulher Biônica, Trovão Azul, Águia de Fogo, Moto Laser, Seaquest. Algumas inclusive chegaram a ser canceladas e retornaram depois de algum tempo devido aos pedidos insistentes dos fãs, dando continuidade às suas tramas, ou mesmo remodeladas para tentarem corrigir o que na visão dos executivos seriam suas falhas, e tentando arrebanhar novos fãs que permitissem uma audiência que agradasse aos produtores.


Recentemente a série Jericho foi o exemplo mais recente deste fato recorrente, pois foi cancelada em sua primeira temporada, porém devido a milhares de cartas, e-mails e “amendoins”, acabou retornando à grade da emissora CBS, porém mesmo assim a audiência não aumentou e a série foi cancelada de vez. Pelo menos sabendo do risco que corria de ser novamente cancelada, a maior parte do enredo da série foi concluída.

Claro que houveram exceções, como Arquivo X e recentemente Smallville e Lost, mas foram muito poucas

Nos últimos anos Flashforward, The Event,V, Terra Nova e agora Alcatraz, apenas para falar das mais famosas, foram sumariamente canceladas sem terem a chance de sequer terminarem e explicarem coerentemente seus arcos.

Concordo que um canal de TV aberto (sim lá nos EUA a maioria das séries são produzidas em canais abertos) deve ter retorno financeiro e anunciantes que justifiquem a série se manter no ar. Porém muitas vezes não é dado o devido tempo para a série desenvolver-se e manter sua audiência cativa. Flashforward e The Event começaram muito badaladas, mas depois dos primeiros episódios introdutórios começaram a enrolar suas tramas, fazendo a audiência despencar. Sofreram ameaças de cancelamento, retornaram após o hiato com episódios bem melhores, porém a audiência já havia sido perdida e não se recuperaram mais.  Já a série V, que eu aguardei com ansiedade devido a ser fã da série original dos anos 80, a qual possuo em DVD importado, sempre prometeu muito e entregou pouco. Jamais vi batalhas nela que sequer lembrassem as perseguições aéreas que víamos na série original e os tiroteios a laser. Mereceu ser cancelada.

Sobre Alcatraz eu já havia comentado quando postei sobre o encerramento da temporada que não apostava em seu retorno para uma nova temporada e dei meus motivos, pelo visto estava certo.

Algumas outras séries começaram de maneira fantástica, como Heroes, que chegou a abalar a audiência de Lost e foi a melhor primeira temporada de uma série de ficção. Agradou público, crítica e manteve a audiência lá em cima. Porém a euforia acabou logo na segunda temporada da série que fez a audiência despencar e a qualidade das histórias foi junto. A série foi decaindo até ser cancelada após a quarta temporada.
Esta foi minha favorita: Águia de Fogo

Respondendo à pergunta de meu amigo Jesus Ferreira, do blog Zona Franca Comics, acredito que os motivos para os cancelamentos estão interligados. Alguns esperam sucesso imediato do início ao fim, o que é injusto, visto que mesmo Lost teve temporadas bastante criticadas, como a terceira.  Outros esperam que audiência se mantenha e traga anunciantes expressivos e outros esperam suprir o espaço deixado por Lost, porém esquecem-se de que a série foi um fenômeno e começou como uma desconhecida e ganhou a sua fama pelo boca-à-boca. Só fui gostar mesmo da série depois de alguns episódios, pois se dependesse somente do episódio piloto eu teria desistido.

Outra possível resposta para a queda da audiência, é que a maior parte da audiência tem preguiça de pensar e preferem séries de fácil solução. Não por acaso as séries com melhor audiência lá nos EUA são aquelas que podemos assistir episódios isolados, mesmo sem acompanhar a série sempre. As famosas Sitcons e séries como House, CSI e The Big Bang Theory. Séries que apesar de serem muito boas, permitem espectadores eventuais que não precisam acompanhar a vida dos personagens para se divertirem. Já em ficção, devido ao tema mais profundo que exige explicações para o desenrolar da trama, que muitas vezes acaba demorando vários episódios, a audiência muitas vezes não tem paciência de esperar. Mesmo quando o resultado final compensa. Uma pena.
Esta marcou uma geração: V e V - A Batalha Final
Quem esquece da Dayana e os ratos?

A exceção hoje em dia, se chama Fringe. E mesmo ela vem sendo ameaçada de cancelamento a pelo menos dois anos. Atualmente encontra-se na sua quarta temporada e teve a confirmação de ser renovada para uma quinta e última temporada. É a série puramente de ficção que melhor representa o gênero hoje em dia.

Mesmo apostas recentes em reviver séries antigas da década de 70 nos dias de hoje escorregaram e tiveram seus cancelamentos decretados. Foi assim com as novas versões de A Supermáquina, que achei fraco mesmo, A Mulher Biônica, a qual gostei bastante e achei injusto o seu cancelamento e a nova versão de As Panteras.

Ainda bem que apesar de tudo isso, ainda temos algumas séries que se não são puramente ficção, mesclam gêneros e nos entregam ótimo entretenimento, como The Walking Dead, The Vampire Diaries, True Blood e Supernatural.

terça-feira, 8 de maio de 2012

Receiver Samsung HW-D650s


Depois de muita pesquisa e de muito namoro, acabei efetuando a tão esperada troca do meu Home Theater por um novo.
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O velho guerreiro, HT-Z220, nunca me deixou na mão, mas sempre me deixou decepcionado principalmente pela falta de conexões para dispositivos adicionais. Por causa dele, acabei tendo de fazer uma escolha um tempo atrás. Como ele possuía apenas uma entrada auxiliar estéreo e uma entrada digital optica eu precisei escolher o que conectar nele. Ou ligava o Blu-Ray player ou ligava o WDTV, pois ambos possuíam as saídas HDMI e optica, porém como o HT só possuía uma única entrada optica e nenhuma HDMI, o jeito era ligar um ou outro. Aconteceu que acabei me desfazendo do WDTV por não estar utilizando ele devido a esta limitação.




Entradas adicionais agora sobram

Agora com equipamento novo, entradas digitais é o que não faltam. O Receiver possui 4 entradas HDMI, 3 entradas digitais opticas, 1 entrada digital coaxial e algumas entradas auxiliares estéreo. Ainda possui conector para IPod e iPhone e entrada para conectar um subwoofer ativo.
Só HDMI temos 4, mais 3 opticas e 1 coaxial

Além das entradas, o principal ganho na troca, foi a possibilidade que o receiver possui de decodificar áudio HD. Nas tecnologias mais recentes antes dos blu-ray o máximo de qualidade de áudio que um DVD pode possuir é uma trilha DTS e uma Trilha Dolby Digital, que assim como a imagem, sofrem compressão de dados para que possam caber no disco (de no máximo cerca de 9 gigas), desta forma, se perdem muitos detalhes da trilha sonora. Como o disco Blu-Ray possui cerca de 50 gigabytes de espaço de armazenamento, a imagem é muito menos comprimida (cerca de 6x melhor que a do DVD) e o áudio pode ser incluso com mais qualidade, nas chamadas trilhas de alta definição, conhecidas principalmente como DTS HD (Master Audio e High Resolution) , Dolby TrueHD e Dolby Digital Plus.
Blu-Ray Player e SKY HD conectados via HDMI


Posso garantir que a qualidade sonora é muito melhor, apesar que muita gente nem repara nisso. Mas ao ouvir o áudio de alta definição, daqueles filmes que eu gosto e já assisti diversas vezes, pude notar em sons que nunca antes havia percebido. Muito mais detalhes sonoros e uma potência muito mais consistente, se pode ser definida desta forma.
O conjunto todo montado

O Receiver em questão não é top de linha (muito longe disso), mas já é considerado o melhor custo benefício que se encontra no mercado brasileiro. Além de decodificar as trilhas HD presente nos discos BD, possui diversos perfis pré-programados para serem aplicados em trilhas diversas. É bonito e elegante, aparentando robustez.
Telecine com som 5.1

No mercado internacional ele regula de preço com os receiver’s de entrada de linha da Onkyo, Yamaha e Pioneer. A vantagem é que aqui no Brasil apenas o Onkyo s3400 é mais facilmente encontrado, porém custando cerca de 50% mais caro que este da Samsung. O conjunto da Onkyo possui caixas de som melhor construídas, que devem render uma melhor qualidade no geral, porém ele não possui a entrada para ligar um Subwoofer ativo, que é a melhor atualização que alguém pode dar a um home theater de entrada de linha, melhorando o som consideravelmente. Como o modelo da Samsung possui tal entrada, é um ponto positivo que deve ser considerado sim.
Até Libertadores na FoxSportsHD tem som 5.1

Fica a dica e a recomendação para todos que desejarem e puderem investir em seu entretenimento doméstico. Ainda estou curtindo o equipamento e fazendo diversos testes. Liguei nele o blu-ray player e o decoder da SkyHD. Somente alegrias desde a aquisição.


segunda-feira, 30 de abril de 2012

Missão Impossível 4: Protocolo Fantasma


Depois de algumas semanas de ausência, por justos motivos, estou de volta. Aos poucos colocarei os assuntos, e novidades, em dia no blog.

Para não deixar passar em branco, ainda mais em véspera de feriado, preciso comentar que assisti ao excelente Missão Impossível 4: Protocolo Fantasma.

Sinopse:
O agente secreto Ethan Hunt (Tom Cruise) é desautorizado pelo presidente dos Estados Unidos após o país ser acusado por um bombardeio no Kremlin. Tem início o Protocolo Fantasma, que visa acabar com os agentes da IMF. Sem qualquer recurso ou apoio, Ethan precisa encontrar um meio de limpar seu nome e o da agência em que trabalha. Para tanto passa a trabalhar com Benji (Simon Pegg) e Jane (Paula Patton), agentes renegados como ele, e ainda Brandt (Jeremy Renner), um ex-agente que agora trabalha como analista.

Para não me alongar demais quero dizer que o filme é muito bom. A crítica especializada o coloca como o melhor da série, mas eu fiquei com minhas dúvidas, afinal todos os anteriores são bons, em especial o terceiro que rivaliza com este e divide a minha opinião sobre quem é o melhor.

A primeira boa surpresa do longa é seu diretor: Brad Bird diretor que vem de um premiado passado fazendo animações (Gigante de Ferro, Os Incríveis, Ratatouille), cumpre muito bem a sua. Ele traz para a franquia estrelada e produzida por Tom Cruise pitadas de humor intencional que não estavam presentes nos longas anteriores. E o faz sem exagerar, apenas dando espaço para o público poder baixar a guarda por alguns milissegundos, enquanto prepara a próxima sequência de ação, que será ainda mais impressionante que a anterior.

E que sequências, antes mesmo dos créditos iniciais já somos brindados com um belo presente. A partir daí é sentar e aproveitar algumas das sequências de ação mais legais dos últimos tempos: a fuga emocionante da prisão; a invasão ao Kremlin com equipamentos capazes de deixar envergonhado o Departamento Q, dos filmes de 007; uma perseguição em meio a uma tempestade de areia; uma escalada pelo lado de fora do edifício mais alto do planeta e um quebra-pau final na Índia que faria até Gandhi ficar na beirada da poltrona, roendo suas unhas. A maioria dessas sequências são tão elaboradas e emocionantes que poderiam ser o clímax de muitos outros filmes, inclusive dos outros filmes da série Missão Impossível, com uma energia rara e que faz falta no cinema moderno, onde os cineastas parecem cada vez mais se apoiar na muleta dos efeitos por computador para criar momentos que deveriam ser marcantes, mas que não satisfazem ninguém com mais de doze anos (reais ou mentais). Palmas em pé para o diretor Brad Bird.

Para auxiliar tudo, conferi o filme em um release em alta definição, para não perder o costume. Com imagem fantástica e um som DTS destruidor. Daqueles de fazer pensar em baixar o volume para não receber uma denúncia por explosões caseiras.

Recomendadíssimo.  Uma nota 8 fica de ótimo tamanho.

Release baixado: Mission.Impossible.Ghost.Protocol.2011.BluRay.720p.DTS.x264-CHD

sábado, 14 de abril de 2012

Vida de colecionador

Clique nas fotos para ver em tamanho maior

Enquanto eram apenas os DVD's, colecionar até que não era difícil. Bastava escolher os filmes preferidos e ir comprando um hoje, outro amanhã, alguns naquela promoção imperdível que apareceu. E assim a íamos levando a vida.

Mas eis que os espertinhos me inventam equipamentos novos.
E já estão desatualizados, aguarde novas fotos em breve!

TV's de alta definição e aparelhos de Blu Ray, que nos fazem não querer mais assistir DVD's.

Aí começamos a substituir alguns filmes para o novo formato.

Estes foram os meus primeiros BD's!

Mas colecionar é um vício e a coisa não para por aí...


Chega uma encomenda hoje, outra semana que vem....



E aos poucos a prateleira de novidades vai enchendo

Esta é ela em Maio de 2011

E está é ela em Março de 2012, somente Blu rays

É possível perceber o crescimento da coleção conforme vai diminuindo o espaço.


E é preciso organizar as coisas de vez em quando.

Multimídias!!! Livro, DVD e Blu-ray

Mas qual critério usar???

Os semelhantes...


Realmente difícil decidir. rsrsrs




Resumindo! Colecionador cansa. Vejam o suor....

sábado, 7 de abril de 2012

Sobre séries e atrasos


Apesar de estar com pouco tempo disponível no momento, consegui assistir ao final da primeira temporada de Alcatraz.
Haverá luz no final para eles?

A série começou com uma ótima ideia, muito promissora, com ótimos atores, excelente produção e nomes de peso dando suporte. Porém aos poucos a expectativa começou a não ser cumprida. Logo no início todos estávamos intrigados quanto ao desenrolar da série, pois todos sabem que apenas uma boa ideia, sem ter um desenrolar muito bem planejado e trabalhado, não se traduz em uma série de sucesso e que receba boas críticas.

O episódio piloto apresentou muito bem a trama, porém já no segundo episódio senti no ar o estigma do vilão da semana.

Para quem acompanhou a série, ou parte dela, soube que na trama desenvolvida ao contrário da história real, Alcatraz não foi fechada 50 anos atrás devido aos altos custos envolvidos, mas sim devido ao desaparecimento misterioso de todos os detentos e guardas da prisão, sem deixarem quaisquer vestígios. Posteriormente, eles começaram a reaparecer nos dias atuais com a mesma aparência que possuíam na época, como se para eles o tempo não tivessem passado. Devido a estes fatos, ele começaram a ser chamados pelos protagonistas da série de “os de 63”, que foi justamente o ano em que desapareceram e a prisão foi fechada, tornando-se a partir de então um ponto turístico.

A partir desta ideia, a cada novo episódio da trama um desaparecido, ou um "dos de 63" era trazido ao presente para que fosse caçado pelos protagonistas da série. Ao serem capturados, nada sabiam sobre o mistério e em nada poderiam ajudar a esclarecer. Lógico que eventualmente um ou outro episódio foram muito bons, mas apenas isso não basta para um público que sempre quer ver superação em uma série.

Os mistérios que ficaram no ar foram muitos, tais como: de que forma eles desapareceram? Onde foram parar? O que fizeram este tempo todo? Por que não envelheceram? Quem estaria por trás de tudo isso? Quais os objetivos? E muitas outras especulações.

Ao que tudo indica a equipe criadora da série não aprendeu com Lost que em cada temporada devem-se dar respostas a alguns dos mistérios antes de criar novos.  Caso contrário cai-se na mesmice de criar mistérios e não respondê-los, o que acaba mais por confundir o público do que cativá-lo. Lost foi um caso a parte, que dificilmente será igualado sem um desenvolvimento muito mais denso e com uma quantidade maior de atores de talento. Claro que aqui temos Jorge (Hurley) Garcia (que não apresenta um personagem muito diferente do que viveu em Lost) e Sam Neil, mas apenas eles não seguram uma série inteira. Some-se a isso o fato da atriz principal da série ser a pior investigadora que já apareceu em uma série, pois está sempre atrasada em suas deduções e sempre depende da ajuda de outros, e teremos um elenco deficitário.
Apesar de ótima trama, a série pecou no seu desenvolvimento. Não foi considerada ruim, mas apenas abaixo das expectativas criadas. Com isso, não conseguiu manter a audiência da estreia, não explicou os grandes mistérios da temporada (pelo menos algum TINHA de ser desvendado) e perderam a oportunidade de fechar a temporada com um gancho provocante. Ao invés disso, preferiram o desfecho de forma previsível e morno.

Com isso não temos ainda a certeza de que será renovada para uma nova temporada....

The Walking Dead e outras

Deixo como registro que no dia de ontem comecei, tardiamente, a assistir a segunda temporada desta série que surpreendeu a todos no ano passado, e o começo foi bastante promissor. Sei que estou atrasado em relação à mesma, já que sua exibição terminou tanto nos EUA quanto no Brasil, mas devido à minha correria dos últimos meses, está é a maneira que tenho conseguido assistir a elas. Esperando baixar todos os episódios e só depois assistir em sequência. Fica mais rápido e fácil, apesar de poder ver ou escutar algum spoiler na internet ou com amigos. Neste mesmo pacote de séries que já concluíram lá fora e que eu ainda não consegui concluir ou sequer começar a ver, tenho baixado no HD do computador: Dexter (6ª temporada), Taken (mini-série antiga de Steven Spielberg), The Pacific (uma espécie de continuação de Band of Brothers), Spartacus (2ª temporada), Supernatural (6ª e 7ª temporada). Exceção feita apenas para The Vampire Diaries que continua dando um show e se mantendo uma série muito bem feita, coesa e instigante que não me deixa parar de assistir a cada novo episódio semanalmente. Mas em breve, colocarei comentários de todas elas, mesmo que existam muitos filmes na mesma situação que ainda não consegui tempo para assistir ou que assisti e não cheguei a comentar aqui.
Rick, aguarde que em breve estarei em dia com você!

quinta-feira, 29 de março de 2012

Cavalo de Guerra


O último filme que havia assistido, do diretor Steven Spielberg foi o ótimo As Aventuras de Tintin. Em 2011 ele lançou dois filmes muito próximos um do outro.

O segundo foi Cavalo de Guerra!

Sinopse:
Ted Narracot (Peter Mullan) é um camponês destemido e ex-herói de guerra. Com problemas de saúde e bebedeiras, batalha junto com a esposa Rose (Emily Watson) e o filho Albert (Jeremy Irvine) para sobreviver numa fazenda alugada, propriedade de um milionário sem escrúpulos (David Tewlis). Cansado da arrogância do senhorio, decide enfrentá-lo em um leilão e acaba comprando um cavalo inadequado para os serviços de aragem nas suas terras. O que ele não sabia era que seu filho estabeleceria com o animal um conexão jamais imaginada. Batizado de Joey pelo jovem, os dois começam seus treinamentos e desenvolvem aptidões, mas a 1ª Guerra Mundial chegou e a cavalaria britânica o leva embora, sem que Albert possa se alistar por não ter idade suficiente. Já nos campos de batalha e durante anos, Joey mostra toda a sua força e determinação, passando por diversas situações de perigo e donos diferentes, mas o destino reservava para ele um final surpreendente.

Haviam quatro anos que Steven não lançava um novo filme em que ele levasse o crédito como diretor. O último havia sido Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal. Neste intervalo ele atuou mais como produtor de outros filmes e seriados de TV. Pois em 2011 ele lançou logo dois. E em uma análise superficial, não decepcionou em nenhum deles. Pelo menos é a opinião do público.

Jamais escondi de alguém que ele é o meu diretor favorito, seja pelos filmes que o imortalizaram nas décadas passadas, seja pelo seu estilo de dirigir e emocionar ou seja simplesmente por que as escolhas dele geralmente vem de encontro ao meu gosto cinematográfico.

Pois se em Tintin ele acertou em cheio, agradando a grande maioria da crítica e do público, neste filme as coisas ficaram mais divididas. Boa parte da crítica especializada criticou e “malhou” negativamente o filme. Enquanto outra parte o acolheu com um dos grandes lançamentos do ano. Quem sabe seja por preconceito, ou quem sabe apenas por ser mais um filme com a assinatura de Steven Spielberg.

Afinal todas as suas marcas registradas estão lá. Há crianças, jovens e velhos. Os laços familiares estão devidamente destacados. Há jovens ou crianças em situações de perigo ou aventura. E claro, as emoções afloram a cada novo take.

A história contada no filme, que foi adaptado de um livro homônimo de 1982, inicia no começo do século passado, mostra-nos o começo da amizade entre cavalo e cavaleiro (no caso, seu dono e criador), e avança rapidamente até o início da 1ª Guerra Mundial, com a separação de ambos.

Por todo o decorrer do filme somos premiados com uma fotografia belíssima, que mostram as paisagens deslumbrantes e as cenas pintadas pelos raios do sol se destacam, chegando em determinados momentos a nos deixarem com a impressão de estar assistindo a uma pintura. Principalmente se você, assim como eu, tiver a oportunidade de assisti-lo em alta definição, onde o release utilizado está soberbo, com uma imagem cristalina e um som DTS que nos transporta para o meio do campo de batalha. Cada disparo de canhão é preciso e nos faz ouvir o barulho da terra que levantou da explosão ir caindo perto de nós. Algo muito bem feito. Um som e imagem de referência que pode ser utilizado para demonstração.

A parte da crítica que não gostou do filme, reclamou que ele apela para os sentimentos demais, chegando a dar a impressão que ele força o choro do expectador em determinados momentos. Não posso negar que muitas vezes o filme derrapa na pieguice e realmente carrega no sentimentalismo. Mas o resultado é bastante positivo.

Os atores não chegam a ter a oportunidade de se destacar ao ponto de se tornarem inesquecíveis, porém não comprometem o filme. Não é exagero dizer que o cavalo rouba a cena muitas vezes.

O fato que quero destacar é que o filme me conquistou desde que assisti ao seu primeiro trailer. As cenas durante a guerra e as situações vividas pelos personagens não me decepcionaram, pelo contrário, me conquistaram e se tornaram verossímeis. Até mesmo a sequência dos arames na metade final do filme é perfeitamente crível, mas se quiser conferir e defender uma ideia contrária, terá de assistir e comentar.

Detalhar muitas outras situações ou fatos que acontecem no transcorrer do filme seria divulgar muitos spoilers, porém aconselho que deixe o preconceito de lado e assista a este filme sem receios. Arrisque-se a assisti-lo e se entregar às emoções em certos momentos. Afinal, são pouco mais de duas horas de uma ventura com ritmo e com a assinatura de Steven Spielberg. Você com certeza já assistiu outros filmes dele, tão ou mais carregados de emoções do que este e gostou. Pois gostará mais uma vez!


Nota 7,5.


sexta-feira, 23 de março de 2012

O Palhaço


No final de semana, acompanhado da minha esposa, assistimos ao filme nacional O Palhaço, com o Selton Mello.  Na verdade, naquela tarde tinha duas opções de filmes para ver, além deste havia Cavalo de Guerra. Mas ela, fã confessa do ator, e devido a longa duração do outro, me convenceu a vermos este daqui.

Sinopse:
Benjamim (Selton Mello) trabalha no Circo Esperança junto com seu pai Valdemar (Paulo José). Juntos, eles formam a dupla de palhaços Pangaré & Puro Sangue e fazem a alegria da plateia. Mas a vida anda sem graça para Benjamin, que passa por uma crise existencial e assim, volta e meia, pensa em abandonar Lola (Giselle Mota), a mulher que cospe fogo, os irmãos Lorotta (Álamo Facó e Hossen Minussi), Dona Zaira (Teuda Bara) e o resto dos amigos da trupe. Seu pai e amigos lamentam o que está acontecendo com o companheiro, mas entendem que ele precisa encontrar seu caminho por conta própria.

Dizem que o circo é uma família, e a de Benjamin está em crise.
Enquanto todos ao seu redor estão em harmonia em seus laços - o casal de acrobatas, os irmãos músicos, o ilusionista e sua filha - o palhaço conversa pouco com seu pai, também palhaço e dono do picadeiro. Existe algo incomodando Benjamin em O Palhaço, e não parece ser somente a pressão para comprar um ventilador novo para a namorada do pai, Lola, a dançarina do circo.

Este mote, move o filme. Mas ele como um todo não se resume a isso.  

Há que se destacar, desde o início, a fantástica fotografia do filme. Cores quentes que traduzem para a tela o calor da região e da época em que se passa o filme. Ambientado nos anos 80, tanto a fotografia, quanto a reconstituição, nos surgem verossímeis e realistas. A ambientação no interior contribui para um filme feito em um ritmo mais lento e altamente sensível, que ganha um peso maior ainda após o término da exibição, quando podemos degustar as sequências vistas na tela.

O destaque notável na fotografia ocorre na transição entre as cenas no picadeiro e as cenas fora do picadeiro, onde a fotografia nos transporta da fantasia para a vida real. Algo difícil de colocar em palavras, mas claramente sentido quando assistimos ao filme. Uma fotografia bela e fantasiosa, que mostra a dualidade vivida pelo protagonista. Graças ao ator incrível que ele é, mesmo quando ele atua como o palhaço Pangaré podemos notar o olhar de desespero que ele mantém em busca de sua felicidade ou de sua autoafirmação.  Detalhe que com outro ator menos talentoso, acabaríamos perdendo. Assim, conhecemos um palhaço que faz com que todos riam, mas que não guarda nenhuma felicidade ou alegria para si próprio.

O elenco de apoio também é muito bom, sem o qual o filme naufragaria uma vez que o tema proposto não é do tipo que atrai o grande público. Não é uma comédia pastelão e nem recheada de atores globais postos ali apenas para atrair público. E esse é um acerto enorme do filme.

As situações que permeiam o filme são plenamente críveis, com aquilo que imaginamos ter sido (e ainda ser em alguns locais mais remotos) a rotina do interior do centro do Brasil nos anos 80. A interação da trupe com os prefeitos das cidades visitadas é a síntese desta ideia que mantemos. Em uma destas interações, a especulação vai bem além e nos mostra o cotidiano daquela região mineira da época.  Eu não imaginaria como ser diferente do mostrado tais situações, sem no entanto revelar spoilers. Nesta época, o circo era a fantasia móvel onde todos se permitiam viajar junto. Ainda lembro da minha infância, o fascínio que tinha no circo nesta época. Numa época em que o acesso a cultura era muito limitado, sem internet, sem canais a cabo e sem a maioria das produções estrangeiras, o circo era o escape para muita gente poder viajar para um outro mundo. A ingenuidade perdida pode ser reencontrada no filme.

Talvez o maior defeito do filme seja sua curta duração, pois mesmo com o filme e suas situações bem resolvidas, ficamos muitas vezes com a sensação de que determinada sequência poderia ser mais detalhada. Mas talvez tudo não passe de nosso atestado de qualidade para o filme que acaba nos deixando com vontade de querer mais.

Se tivesse que avaliá-lo no momento em que o assisti, não daria uma nota maior do que 7. Porém como o filme provoca esta meditação e nos faz voltar a lembrar das cenas e repensar as situações, ele acaba se autopromovendo; de forma, que não tenho como dar a ele uma nota inferior a 8,5. Assista e experimente esta mesma sensação.

Muitas pessoas ainda tem preconceito com o cinema nacional. Porém esquecem que já faz vários anos desde que era sinônimo de pornochanchada. É claro que ainda existem filmes com muita apelação, mas em contrapartida tem saído muito filme nacional de qualidade comprovada, experimente conferi-los.

Conferi este belo filme em uma cópia DVDRip, visto que devido a ausência do Megaupload está cada dia mais complicado para baixar releases em alta definição. Porém a qualidade estava boa, com exceção do som que era apenas stéreo ao invés do tradicional Dolby Digital ou DTS 5.1 canais. Mesmo assim, a experiência visual foi muito satisfatória. Imagino em alta definição o que aguarda.