sábado, 17 de março de 2012

As Aventuras de Tintim – O Segredo do Licorne


Eu sempre soube quem era o Tintim. Porém, apesar de ler muitos quadrinhos desde a infância, não devo ter lido mais do que uma ou duas aventuras do personagem, mas assisti alguns episódios do desenho animado. Sei apenas o básico sobre ele e nada mais. Nenhum detalhe aprofundado. Pois isso não me impediu de curtir o belíssimo filme feito inspirado no personagem.

Ainda mais em um release de alta definição em 720p com uma imagem espetacular. Diria que é daquelas de fazer cair o queixo. Imagens lindas e perfeitas, do tipo que pode ser usada para demonstrar o que realmente é a alta definição, ou para exibir uma TV nova. E o som não fica para trás, é um DTS poderoso que faz notar sua presença com a perfeita utilização dos graves e dos surrounds.

Sinopse:
Tintim (Jamie Bell) é um jovem repórter, que está sempre atrás de boa matéria. Um dia, ele vê à venda na rua o modelo de um galeão antigo e resolve comprá-lo. Logo dois outros interessados o abordam, querendo adquirir o objeto, mas Tintim não o vende. Ele leva o galeão à sua casa, onde o coloca em destaque. Só que a entrada de um gato faz com que Milu, seu cachorro, o persiga dentro de casa e, por acidente, derrube o galeão. Ele fica danificado e um pequeno cilindro sai de seu interior, sem que Tintim perceba. Logo Tintim e Milu vão à biblioteca, onde tentam encontrar mais informações sobre o navio retratado no modelo. Ao retornar percebem que o galeão foi roubado. Tintim vai até a mansão recentemente comprada pelo doutor Sakharine (Daniel Craig), um dos interessados em comprar o modelo, mas nada descobre. Ao retornar ele encontra o cilindro e percebe que, dentro dele, há uma pista para um tesouro perdido. É o início de uma nova aventura, onde Tintim e Milu se juntam ao capitão Haddock (Andy Serkis) na disputa contra Sakharine para encontrar o tesouro.

Levar As Aventuras de Tintim para as telas sempre foi um sonho antigo de Steven Spielberg. O cineasta conheceu a história em quadrinhos de Georges Remi, o Hergé, quando um jornal francês comparou, na década de 1980, seu Indiana Jones e os Caçadores da Arca Perdida à série estrelada pelo repórter Tintim e seu fiel cachorro, Milu, segundo o que foi noticiado na imprensa especializada.

Durante anos ele tentou vender a ideia para que algum estúdio financiasse o projeto, mas por ser uma aposta de alto risco demorou muito tempo até conseguir. No meio do caminho viu surgir novas formas de animação e a evolução das técnicas de captura de movimento e dos efeitos especiais. Até que de tanto insistir, e usando a força de seu próprio nome conseguiu convencer os engravatados a liberarem a grana para o projeto.

A trama faz uma fusão de dois álbuns de Tintim: O Caranguejo das Tenazes de Ouro e O Segredo do Licorne. Nela, depois do primeiro encontro de Tintim e o Capitão Haddock, começa a caçada ao tesouro do pirata Rackham, o Terrível, uma perigosa jornada que reacenderá rivalidades ancestrais. O ponto de partida é excelente para apresentar os personagens principais e estabelecer o filme como uma história de origem, evitando os clichês do gênero.

O fato que quero destacar é que o filme (ou seria animação?) funciona com perfeição. Empolga até quem não conheceu o personagem previamente, como minha filha de 11 anos, que o assistiu juntamente comigo e minha esposa e adorou. Uma prova sólida de que Spielberg acertou a mão.

Na verdade considero este o melhor filme de Steven Spielberg nos últimos (pelo menos) 10 anos. Cheio de ação e aventura, tomadas mirabolantes e ao mesmo tempo incríveis, que nos fazem imediatamente lembrar de Indiana Jones e os Caçadores da Arca Perdida, o que me leva a pensar na comparação citada no começo do post e concordar com ela. E isso acaba sendo um atestado de que ele (o diretor) está de volta à sua velha forma. O que é uma notícia e tanto. Penso que quem se divertiu nos cinemas com Tubarão, Contatos Imediatos, E.T. e principalmente Indiana Jones, irá se render à habilidade do diretor e reviver seus melhores momentos.

O filme foi feito com a, atualmente, muito utilizada técnica de captura de movimentos, onde atores usam roupas especiais, cheias de sensores, que captam seus movimentos para que sejam inseridos em cenários digitais e tenham seus corpos substituídos por personagens também digitais, como foi feito com o Gollum de O Senhor dos Anéis, com o macaco King Kong e também com o Cesar de Planeta dos Macacos – A Origem. Não por acaso, o ator pioneiro nesta técnica, Andy Serkis, está presente aqui também. Posso dizer que neste filme a técnica atingiu seu ponto máximo, ao ponto de cerca de 2 minutos após o começo do filme, você esquece que está vendo uma animação e tem a impressão de um filme em live action, tal a qualidade da imagem e fluidez de movimentos.

Logo no começo é feita uma homenagem ao personagem original que é simplesmente genial, que irá fazer aqueles que leram as tiras ou assistiram aos desenhos animados perceberem no momento em que ela aparecer na tela.  Uma grande sacada do diretor.

O filme empolga do começo ao fim. Logo que a aventura começa engata uma quinta marcha e não desacelera mais. Porém isso não é demérito nenhum. Pois a aventura é conduzida por mãos habilidosas, e, mesmo que em alguns momentos venhamos a quase ficar sem ar, podemos curtir cada minuto do filme. Talvez a crítica aponte que algumas cenas mirabolantes, como a fuga no porto, fujam da essência do personagem original, mas no filme, ela se encaixa como uma luva para complementar tudo aquilo que foi construído até então.

Para não fugir de seu costume, o diretor utilizou outra “lenda” que sempre o acompanha em seus filmes, o maestro John Willians, que aqui compôs uma trilha exuberante que pontua cada cena de ação com músicas que nos fazem embarcar na aventura sem nem mesmo perceber. O que acaba sendo uma covardia para o espectador desavisado. Não há como não ser fisgado.

Como curiosidade, vale citar que o projeto de levar Tintim aos cinemas é uma produção conjunta de Steven Spielberg e de Peter Jackson. O que permitiu a Steven ter um diretor de segunda unidade do quilate de ninguém menos que aquele que foi (ou é) considerado o sucessor dele próprio no gênero de aventura e fantasia. Essa parceria determina que, caso o estúdio concorde em fazer uma continuação do filme, a direção passará para Peter Jackson e Spielberg é quem ficará como produtor e auxiliador. Mais um motivo para torcer pelo sucesso do filme nas bilheterias. Infelizmente a geração atual que frequenta os cinemas acaba preferindo mais filmes feitos no estilo videoclipe ou então prefere acompanhar vampiros emos e a bilheteria do filme não tem sido tudo aquilo que se esperava. Mas ainda há tempo de virar o jogo no segundo tempo.

Em resumo, é um filme para ser curtido do começo ao fim, sem medo da viagem que nos é proposta. A aventura promete ser sem igual.  Some isso ao fato de termos um filme do mestre em sua velha forma e não haverá desculpas para deixar de assisti-lo.

Com certeza merece ser visto mais de uma vez, e eu com certeza o farei assim que for possível.
Não nos deixe a deriva Tintim, retorne em novas aventuras

Agora, refazendo minha frase lá do começo do texto: Eu sempre soube quem era Tintim; mas agora eu posso dizer que conheço Tintim e estou ansioso por novas aventuras.

Levará uma nota 8,5. Quem sabe na segunda conferida a nota ainda melhore mais.

Release baixado:  The.Adventures.of.Tintin.2011.720p.BluRay.x264-MHD


PS. Este é o post de número 100 do blog. Nem eu imaginava ter tempo e paciência de chegar até aqui.

quarta-feira, 14 de março de 2012

Touch

Neste final de semana, assisti a Season Premiere da nova série que estreará no mês de março, nos EUA e também no Brasil, chamada “Touch”.
Clique para ver maior

Na segunda-feira 19 de março às 22h, a FOX estreia na América Latina "Touch", a nova série dramática protagonizada por Kiefer Sutherland (quem esquece do Jack Bauer?) e criada por Tim Kring (o criador de Heroes). Com o conceito de uma poderosa e enigmática conexão que articula a vida todos os seres humanos de maneiras impensadas, surge esta nova série composta por 13 episódios de uma hora.

"Touch" traz uma combinação fascinante de ciência, espiritualidade e emoção. A série acompanha os passos de diferentes pessoas ao redor do mundo que, sem saber, afetam as vidas umas das outras em menor ou maior proporção.

"A série e seu protagonista foram muito bem recebidos pela crítica dos Estados Unidos: a revista People diz que "você precisa ver este show"; USA Today: "Kiefer Sutherland está de volta neste piloto fascinante"; TV Guide: "Nunca vi algo similar... Kiefer Sutherland é excelente..."; Examiner: "Touch é uma história bela, cinematográfica em seu próprio estilo, emotiva em seu próprio tom, e com uma premissa universal sobre um homem que só tenta conseguir uma conexão".

A peça central da história é Martim Bohm (Sutherland), viúvo e pai angustiado frente à sua incapacidade de conectar-se emocional e verbalmente com seu filho de 11 anos, Jake (David Mazouz). Martin tentou de tudo para estabelecer um vínculo com seu filho, mas Jake parece estar completamente alheio ao mundo que o rodeia, refugiando-se em seus cadernos e números. Jake nunca fala, demonstra um mínimo de emoções e nunca permite que o toquem, nem mesmo seu pai.

Clea Hopkins (Gugu Mbatha-Raw), assistente social, acredita que Martin está sobrecarregado com a situação de seu filho, e Jake é mandado para uma instituição especializada para ser cuidado e monitorado. No entanto, o desespero de Martin transforma-se em esperança quando ele conhece Arthur Teller (Danny Glover), um professor especialista em crianças com habilidades especiais vinculadas aos números.

Martin descobre que Jake tem um dom extraordinário, através do qual consegue perceber e identificar padrões ocultos que interconectam a vida de todas as pessoas. Desta forma, ele consegue compreender a revelação que tanto cobiçava: seu filho tenta comunicar-se, mas faz isso através de números. Enquanto tenta decifrar as mensagens ocultas de Jake, Martin ajudará indivíduos em diferentes partes do mundo, enquanto suas vidas se relacionam de acordo com os padrões previstos por seu filho. Sem saber, seus esforços para conectar-se com ele definiram o destino da humanidade."

Tirando os exageros dos elogios contidos nesta divulgação comercial, posso dizer que a série tem uma ótima premissa, uma história instigante e que poderá proporcionar um belo espetáculo, desde que os roteiristas venham a desenvolvê-la de maneira inteligente, sem, no entanto, desmerecer ou enrolar o público-alvo. Algo que infelizmente tem sido comum em muitas séries de ficção.

De minha parte darei um voto de confiança à série e a acompanharei, pelo menos nesta largada inicial, seja por ter achado interessantíssima a história, ou pela simpatia ao personagem de Jack, ops, Kiefer Sutherland. Experimente acompanhar também!

Abro um parêntese para destacar que a simpatia por um ator me fez baixar toda a primeira temporada da série Homeland, que mostrou-se uma das melhores séries do ano, mas sobre ela, falarei em breve.

Fica a recomendação.

E para finalizar este post, uma (má) notícia para quem acompanhava a série Terra Nova. Nem mesmo o nome de Steven Spielberg na produção impediu que a Fox cancelasse a série devido à baixa audiência, que foi decaindo após cada episódio. O estúdio produtor, entretanto, tentará vender a série a algum outro canal. Porém, até o momento, não há notícias de que tenham conseguido sucesso.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

A invenção de Hugo Cabret

Assisti ontem a tarde, como forma de aquecimento para a premiação do Oscar, ao filme Hugo, aqui no Brasil chamado de A invenção de Hugo Cabret. Um nome totalmente sem sentido, em mais uma tradução equivocada, já que no decorrer de todo o filme o personagem não inventa absolutamente nada.

Assisti em um release em alta definição, de 720p com som DTS. A imagem está excelente, e mesmo nas, muitas, cenas escuras ela se mantém constante, límpida chegando em muitas cenas a ser maravilhosa, com um contraste acentuado proporcionando o que chamo de efeito janela, que é quando nos passa a sensação em certo momento de que não estamos vendo um filme, mas olhando através de uma janela, de tão perfeita que fica a imagem.

O som apesar de não ser tão exigido, nas cenas onde ele faz o uso do surround ele faz com muita competência, dando aquela sensação de envolvimento que nos leva para dentro do filme.

Sinopse:
Paris, anos 30. Hugo Cabret (Asa Butterfield) é um órfão que vive escondido nas paredes da estação de trem. Ele guarda consigo um robô quebrado, deixado por seu pai (Jude Law). Um dia, ao fugir do inspetor (Sacha Baron Cohen), ele conhece Isabelle (Chloe Moretz), uma jovem com quem faz amizade. Logo Hugo descobre que ela tem uma chave com o fecho em forma de coração, exatamente do mesmo tamanho da fechadura existente no robô. O robô volta então a funcionar, levando a dupla a tentar resolver um mistério mágico.

O filme não faz feio, mas daí a ter sido um dos favoritos ao prêmio de melhor filme é um pouco de exagero.

Dirigido por Martin Scorsese, que é um apaixonado pelo cinema não poderia ser muito diferente do que é. Um diretor extremamente competente fazendo sua homenagem ao cinema. Ele acerta a mão em quase todo o filme. Suas referências e homenagens, muitas vezes recriando cenas de antigos clássicos são muito bem feitas e levam o espectador a uma viagem pela história do cinema. Cerca de uma dezena de filmes antigos são mencionados, mostrados ou recriados no decorrer da trama, e neste ponto ele “viaja” com toda a vontade, com destaque para o clássico Viagem à Lua, de 1902, isso mesmo, um filme de 110 anos de idade. Recria cenários belíssimos, utiliza de tomadas muito bonitas. Nos mostra desde a criação do cinema pelos irmão Lumiere até meados dos anos 20.

Seu diretor de fotografia também colabora para a beleza do filme, entregando imagens inesquecíveis. Claro que a recriação da Paris dos anos 30 ajuda, e muito. Tudo neste sentido é magnífico. Sejam as cenas dentro da estação de trens ou sejam as cenas na cidade, são cuidadosamente feitas para deslumbrar o espectador. Não por acaso o filme acabou ganhando ontem a noite 5 Oscar, todos técnicos, referentes a fotografia, figurino e efeitos.

Porém o filme é falho na parte principal. A história é simples e enrola muito para chegar ao seu objetivo. No começo do filme até chegamos a ter uma expectativa de uma história profunda e envolvente, porém aos poucos perdemos a empolgação quando o ritmo do filme nos mostra que estamos sendo enrolados.  Com pouco esforço conseguimos deduzir o desenrolar da história, porém o filme teima em se alongar e, excetuando determinadas cenas, torna-se cansativo e previsível.

O filme, sob certo aspecto, não se decidiu sobre que rumo tomar. Como espetáculo visual e homenagem ao cinema ele se sai muito bem, porém como história a ser desenvolvida, deixou a desejar. Vale como curiosidade e para quem além de ler sobre a história do cinema e seus clássicos do passado, quiser conferir e ter uma idéia do que eram, sem necessariamente assistir ao filmes do início do século passado, com suas limitações técnicas e excesso de criatividade, onde um cinema sem cor e sem som encantava as multidões.

Dou a ele uma nota 7 pela viagem ao mundo da sétima arte em seu início.

Release baixado: Hugo.2011.720p.BluRay.X264.DTS-Wiki

Ainda Diante do Trono

Já que após o último post, o Diante do Trono ficou em evidência, resolvi postar mais uma notícia sobre eles que me deixou muito animado, pelo estilo de música.

No ano 2000, em parceria com a Hosanna! Music, o Ministério Diante do Trono gravou o álbum Aclame ao Senhor, uma versão em português do CD Shout to the Lord da igreja Hillsong. O qual eu gostei muito e tenho como uma das melhores regravações feitas, muito próxima do original e com excelente qualidade. Doze anos depois o Diante do Trono repete o feito, dessa vez preparando uma versão em língua portuguesa de God be Praised, último álbum da Gateway Church.

Gravado ao vivo na Igreja Batista da Lagoinha em Abril de 2011, durante o 12º Congresso Internacional de Louvor e Adoração Diante do Trono, o álbum Glória a Deus contou com a presença de aproximadamente 6 mil pessoas, além da participação de músicos consagrados como Adhemar de Campos, Nívea Soares e os irmãos Ana Paula, André e Mariana Valadão.

Segundo a assessoria do Ministério Diante do Trono, o “CD Glória a Deus já está em fase final de produção. O lançamento ocorrerá em breve e as 15 faixas que compõem o álbum logo poderão ser ouvidas em um CD só seu”.

Este vale a pena aguardar e conferir quando sair, tenha certeza!

Mudando de assunto...
Assim que possível, posto minhas impressões sobre o filme A Invenção de Hugo Cabret e sobre o Oscar 2012!

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Diante do Trono 14 – Sol da Justiça


Este não esperei nadinha para postar. Estava ansioso há dias, e hoje, finalmente meu blu-ray chegou. Havia feito a compra no dia 17/02 a noite, mas devido ao feriadão de carnaval a encomenda só chegou hoje. Logo coloquei para testar e em seguida para curtir.

A maioria sabe que o CD foi lançado em outubro e que o DVD saiu em dezembro, mas eu, exigente que sou optei por aguardar o lançamento do blu-ray para poder assistir como gosto, com a máxima qualidade de som e imagem possível, ainda mais sendo de um grupo que sou fã confesso e acompanho desde seu surgimento.

A qualidade de imagem está excelente, tanto quando estava o blu-ray anterior, e o som é nota 10! Forte, envolvente e com o devido peso que uma trilha DTS merece ter. Algo que acaba muitas vezes gerando protestos e pedidos para que eu abaixe o volume. Rsrsrs

Diante do Trono 14 - Sol da Justiça foi gravado na Praia do Meio, no dia 16 de julho de 2011, e no Teatro Riachuelo, no dia 18 de julho de 2011, em Natal/RN.

Desde então acompanhei notícias pela internet e pude descobrir muitas coisas, entre elas o porquê de esta gravação, diferente de todas as anteriores (excetuando o DT Especial 10 anos que foi gravado em dois dias e saiu em CD duplo) ter ocorrido em dois dias distintos. O principal motivo é que tudo foi planejado para ser gravado no dia 16 ao pôr-do-sol, porém Deus não quis assim. No momento de começar a gravação, havia chuva forte no local e poucos momentos sem chuva eram de tempo fechado. Assistindo aos extras do BD fica claro na declaração da Ana que a gravação ficou em segundo plano e para honrar ao público presente o show teve início. O palco em certo momento começou a afundar e teve de ser acudido pelo corpo de bombeiros para evitar um estrago maior, o local que serviria de camarim foi completamente alagado, impedindo seu uso, muitos equipamentos eletrônicos não funcionaram e em certos momentos houve até receio de que algo grave pudesse acontecer, visto que a quantidade de energia elétrica presente e a chuva torrencial não eram uma boa combinação. Porém segundo as palavras da própria Ana Paula “a gravação era apenas um pretexto, o objetivo principal seria o evento em clamor e adoração à Deus e o pedido pelas praias e pelo litoral do Brasil”. Então por este motivo e em honra às mais de 120.000 pessoas presentes, segundo os números do corpo de bombeiros e Polícia Militar, o maior ajuntamento de pessoas em um evento no Rio Grande do Norte o show aconteceu.

Das 15 câmeras preparadas para o evento, apenas 10 funcionaram, e muitos equipamentos e efeitos especiais preparados não funcionaram, motivo pelo qual a gravação foi finalizada na segunda-feira para complementar às imagens obtidas na beira da praia.

Nem preciso comentar que a gravação foi um sucesso e o lançamento também o foi. Ao ponto de em apenas 2 dias após o lançamento o CD conquistou Disco de Ouro com mais de 50.000 cópias vendidas, sucesso que não parou por aí. As imagens que podem ser conferidas no blu-ray são das duas noites de gravação e estão muito bonitas mesmo.

Segue abaixo o repertório completo, que só pode ser conferido no BD ou no DVD:

  1. Hosana
  2. Tempo de festa part. esp.: jorge trautmann dos santos (acordeom)
  3. Medley pentecostal: jesus é o vencedor (winna mon) / teu sangue nos garante a vitória
  4. Grande
  5. Quão grande és tu (how great thou art) - israel salazar
  6. A ti a honra - Marine Almeida Friesen, Letícia Brandão e Amanda cariús
  7. Eu canto (my heart sings worthy)
  8. Meu coração
  9. Tua paz- Ana Paula Valadão, Ana Paula Nóbrega e IIsrael Salazar
  10. Onde? - Ana Paula Nóbrega
  11. Me Ama (how he loves)
  12. Em meio à tua glória
  13. Anseio (my soul longs) - Roberta izabel
  14. Um part. esp.: Asaph Borba
  15. Medley Asaph Borba: Jesus em tua Presença /Alto Preço
  16. Sol da Justiça

O que marca este lançamento é a renovação. Desde o CD de número 10 (A canção do amor) pudemos notar que foi iniciado um movimento de renovação no grupo. Seja em estilo musical ou com a entrada de novos membros oriundos do CTMDT e pela saída de membros antigos, a renovação vinha acontecendo aos poucos. Esta gravação, de número 14, pode ser considerada um novo começo, pois todas as mudanças que foram iniciadas e tudo de novo que vinha sendo proposto, até então de maneira discreta, aflorou com força aqui.

A primeira e mais marcante mudança é ausência da maravilhosa e competente orquestra que sempre acompanhou o grupo. Se por um lado sentimos falta do preenchimento instrumental, por outro o álbum ficou muito mais próximo do padrão de referência atual internacional, com direito ao uso de sintetizadores e efeitos de câmeras e ângulos atuais e ousados.

Agora, não vai colar mais aquela crítica que muitas vezes escutamos de que as músicas do grupo eram somente para aqueles que eram fãs de seu estilo definido. A inovação chegou e veio para ficar. É claro que o estilo inconfundível ainda se faz presente em diversas canções, mas novos ouvintes com certeza serão fisgados a partir de agora, muito por causa das músicas jovens e dos novos componentes que pelo que se vê até aqui possuem muito com o que contribuir.

"O Sol da justiça nascerá trazendo cura em suas asas". Essa é a promessa de Malaquias 4.2 e o tema do décimo quarto álbum do ministério Diante do Trono. O próprio ministério define este projeto como sendo algo feito por um "novo Diante do Trono" e isso de fato é verdade, pelo menos até certo ponto! Baseando-se em tendências internacionais para seu tradicional estilo musical - o louvor e adoração - o DT apresenta desta vez um pop-rock estiloso e algo pouco comum em sua discografia: três versões de canções internacionais em um CD com apenas nove faixas.

Destas canções traduzidas, destaca-se “Me ama” que é uma versão de How He loves, gravada originalmente por seu compositor John Mark McMillan e posteriormente pelo Jesus Culture. Vários artistas já regravaram esta música aqui no Brasil: Leo Fonseca, Alda Célia e Livres para Adorar são alguns exemplos. No entanto, a versão apresentada aqui está bem próxima da versão original e mais conhecida, ficando linda desde a primeira vez que é escutada. Não deixe de conferir.

Destaco um extra em especial que pode ser encontrado apenas no DVD e Blu-ray que é um medley Diante do Trono, recheado de participações especiais de ex-componentes do grupo que acaba servindo como uma despedida dos mesmos. Nívea Soares, Mariana Valadão, André Valadão, Helena e João Lúcio Tannure entoam canções marcantes do grupo que nos fazem viajar pela história do DT, sendo o único pecado do disco ser o som deste extra estar apenas em estéreo DD 2.0, como é o normal de um material extra, mas que se eu pudesse escolher estaria no mínimo em DD 5.1, de preferência em DTS HD. São 25 minutos deste extra imperdível para quem acompanhou a carreira do grupo desde 1998.

Enfim, fica aqui minha recomendação e uma nota 9,5 para o disco.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Immortais


Carnaval é a época em que a TV aberta nacional mais padece. Além de normalmente já possuir uma programação péssima, nesta época ela decai ainda mais. Ao invés de manterem suas programações, as emissoras cedem espaço ao carnaval, tornando as opções de quem não curte este evento menores ainda. Ainda bem que não dependo da TV aberta para ter algum entretenimento televisivo.

Seja na TV fechada ou seja através de filmes e séries baixadas, posso fazer uma das coisas que mais gosto: fechar a sala, escurece-la e curtir filmes e séries. E nesta segunda-feira a noite resolvi ver Immortais. O novo filme do diretor Tarsem Singh, que sempre gostou de visuais diferentes e inovadores, como no seu filme que o projetou, a Cela, aqui não deixa por menos, com diversas tomadas cujas artes poderiam render muitas pequenas histórias.

Sinopse:
Grécia, 1228 A.C. O rei Hiperion (Mickey Rourke) está em busca do arco de Épiro, uma poderosa arma que pode matar até mesmo deuses. Para encontrá-lo ele conduz seu exército a todos os vilarejos, deixando um rastro de destruição. Theseus (Henry Cavill) vive tranquilamente em uma pequena vila encravada na montanha, ao lado da mãe e de um senhor (John Hurt) que é seu tutor desde quando era criança. O que Theseus não sabia era que o velho na verdade era Zeus (Luke Evans), o rei dos deuses, que vinha à Terra sob a forma humana por acreditar em seu potencial. Quando as tropas de Hiperion chegam à vila elas matam a mãe de Theseus e o capturam. No cativeiro ele está entregue à morte, mas recebe apoio de Phaedra (Freida Pinto), uma vidente que também está presa e teve uma visão em que Theseus empunha o cobiçado arco de Épiro.

Os motivos para ver este filme foram vários. Desde o meu interesse por mitologia, passando pela participação de Henry Cavill, que está filmando o novo filme de Superman.

O resultado é um filme morno. Apesar de ter muitas batalhas e muita violência, a parte mitológica do filme sofreu um descaso tremendo. Apesar de inúmeras referências presentes, em nenhum momento a história segue uma linha definida das histórias conhecidas. A coisa fica mais para uma colcha de retalhos permeada de referências do que um filme que adaptou uma história ou lenda grega.

Tome-se, por exemplo, a cena onde Teseu enfrenta o Minotauro. Uma cena desperdiçada do ponto de vista fantástico. Uma vez que se estabelece na história do filme que existem, deuses, poderes místicos, titãs e armas mágicas, não é possível entender o motivo que levou o diretor ou os roteiristas a deixarem a cena mais próxima da realidade, colocando o minotauro como um guerreiro gigante, talvez meio debilóide, utilizando uma armadura.  Um desperdício de uma cena que poderia ter sido inesquecível com a tecnologia atual. A cena em si é até bem feita, com uma boa carga dramática, mas totalmente dispensável no contexto do filme em relação à lenda. Neste ponto, muita coisa foi desvirtuada, o próprio Teseu entre elas, passando de um príncipe a um bastardo.

No geral, salvam-se no filme o visual e muitas batalhas, bem como efeitos especiais. O restante, esqueça. Tirando algumas cenas bem trabalhadas, o filme é como se fosse uma releitura de 300. Não por acaso o cartaz mais conhecido do filme traz estampado: “Dos produtores de 300”. Aqui apenas trocaram as Termópilas pela desesperada tentativa de conter o avanço do sanguinário rei Hipérion que deseja vingar-se dos deuses libertando os titãs aprisionados no Monte Tártaro.

Destaque-se a presença de Mickey Rourke muito a vontade no papel e algumas cenas que poderão ficar marcadas e temos mais um filme mediano bebendo de uma fonte inesgotável que é a mitologia grega.

Destaque aqui realmente fica para a imagem em alta definição do release que baixei e o poderoso som DTS, que literalmente faz a casa tremer. Ambos, som e imagem, de referência e qualidades impressionantes. Imagine quando sair em Blu Ray original, com trilha DTS HD. Quem quiser conferir a qualidade de uma TV de alta definição ou a potência de um bom Home Theater, este pode ser um bom filme para este fim.

Como entretenimento, leva uma nota 6,5.

Release baixado: Immortals.2011.720p.BluRay.x264.DTS-HDChina

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Alcatraz

E finalmente estreou uma das sérias mais aguardadas para 2012. Alcatraz. Dos mesmos produtores de Lost, ela chegou com excelente expectativa, que muitas vezes acaba trabalhando contra um seriado. Mas não foi o que vemos aqui.

A nova série da Fox que estreou nos EUA, dia 16 de janeiro ganhou o coração e a listinha das séries favoritas de muita gente. Com uma audiência média de 10.5 milhões de telespectadores ao vivo, Alcatraz já reúne uma legião de fãs mesmo só tendo lançado três episódios.

O seriado é produzido por Steven Lilien, Elizabeth Sanorff (Lost), Bryan Wynbradt (Kyle XY) e J.J.Abrams (Lost, Alias, Super 8, Felicity, Fringe e muitas outras maluquices que fazem sua cabeça explodir), e conta a história da prisão mais famosa dos EUA. Inicialmente conhecida como uma base militar (1850 à 1930) e localizada na Baía de São Francisco, Alcatraz se tornou o antro dos criminosos mais temidos do país em 1934 e, em 21 de março de 1963 – um ano após uma tentativa de fuga – foi anunciado o fechamento da prisão. Segundo o governo americano, Alcatraz consumia muitos recursos financeiros e possuía um sistema de segurança precário se comparado com as prisões mais atuais. Com isso, todos os presos foram transferidos e as celas foram fechadas para sempre, mas os produtores da série dizem que não foi bem assim que tudo aconteceu.

Os 302 homens que estavam na noite do dia 21 de março sumiram misteriosamente: 256 presos e 46 guardas evaporaram e, agora estão surgindo em 2012 com a mesma fisionomia que tinham em 1963. Ao que tudo indica, a série não se trata de nada sobrenatural, mas sim de alguma experiência científica e a própria definição da série atribuída pela Fox deixa claro isso (Drama/Ficção Científica). Para os telespectadores, o que realmente importa nisso tudo é a boa qualidade e desenrolar da história que até o presente momento podemos dizer que tem sido cumprida com muita maestria e competência.

O primeiro e o segundo episódio, por darem início à trama, foram um pouco cansativos, devido ao fato de terem que explicar boa parte do enredo. Contudo, despertou muita curiosidade e esse parece ser o ponto forte da série para atrair o público. Dr. Diego Soto (Jorge Garcia) e Rebecca Madsen (Sarah Jones) formam a dupla de agentes responsáveis na busca pelos desaparecidos. Um escritor/desenhista e uma policial/detetive acabam sendo envolvido pela trama apresentada por Emerson Hauser (Sam Neill), o federal responsável por esconder os crimes cometidos na atualidade pelos criminosos desaparecidos e também o responsável pela nova Alcatraz. Como assistente de Hauser, temos Luck Banerjee (Parminder Nagra) que promete ser uma das chaves para o mistério, ou apenas proporcionar um pouco mais de ação ao enredo.

Para todos que acompanharam Lost e ficaram órfãos, uma vez que dentre as séries atuais não há nenhuma que tenha conseguido substituí-la, apesar das tentativas de FlashForward, que começou bem, decepcionou no caminho e só foi se ajustar ao final da temporada e por isso acabou cancelada e por The Event que prometeu muito mais do que entregou, parece que finalmente surgiu uma nova série que parece ter condições de substituir Lost no coração de muita gente. Apesar de ser muito cedo para informar isso, a série começou muito bem, possui uma produção excelente, uma boa trama, ótimos atores (incluído o eterno Hugo de Lost e o excelente Sam Neill de Jurassic Park) e despertou a curiosidade de muita gente. J.J. Abrams parece ter acertado a mão novamente (afinal, ele encontrou outra ilha para brincar), porém esperemos que sua equipe tenha condições de manter a trama sem cair na mesmice.

Não confunda o comentário acima imaginando que a série seja um novo Lost ou de que a mesma tenha algo a ver com a anterior. Apesar de algumas coincidências, aqui a história é outra, totalmente diferente.

Apesar da série passar na Fox americana, aqui no Brasil ela é apresentada no canal Warner todas as segundas às 22h.

Release baixado: Alcatraz.S01E01-02.720p.WEB-DL.DD5.1.H.264-KiNGS